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Acordo Crise Crise financeira Cúpula União Europeia

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Líderes europeus celebram acordo para enfrentar crise

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Líderes europeus se reuniram nessa quarta-feira em Bruxelas para decidiu o futuro da União Europeia. Reuters

Considerada como crucial para o futuro da zona do euro, a reunião de líderes europeus da noite de quarta-feira, em Bruxelas, durou mais de 10 horas e, segundo analistas, terminou com o acordo mais importante e ambicioso desde o início da crise na Grécia em 2009.


As três principais decisões foram o perdão de metade da dívida grega até 2020, o aumento da capacidade do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira - que salta de 440 bilhões de euros para 1 trilhão em ajuda aos países do bloco em dificuldade - e a recapitalização de 70 bancos europeus.

O anúncio da conclusão do acordo, feito pelo presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, foi muito bem recebido pela diretora do FMI, Christine Lagarde, e pelos presidentes do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, e do Banco Mundial, Robert Zoellick.

Um dos principais interessados, o primeiro-ministro grego, Georges Papandréou, se disse aliviado. Ele comemorou o que chamou de “uma nova era para a Grécia” com o perdão de 100 bilhões de euros de dívida, em troca de garantias de 30 bilhões de euros fornecidos pelo Fundo de resgate do bloco. "Foi uma questão de sobrevivência, nós escapamos da armadilha da moratória. O trabalho continua", declarou Papandréou.

As atuações do presidente francês, Nicolas Sarkozy, e da chanceler alemã, Angela Merkel, foram essenciais para desbloquear as negociações com os bancos. Eles saíram satisfeitos das duas grandes reuniões, a primeira com líderes dos 27 membros da União Europeia e a segunda com os chefes de Estado dos 17 países da zona do euro. Merkel disse que a zona do euro esteve à altura das expectativas e conseguiu fazer o que ainda não estava garantido há alguns dias. Sarkozy declarou que uma catástrofe foi evitada e que o risco de contaminação da crise a outros países diminuiu.

No mercado financeiro, o dia é de euforia. A Bolsa de Paris abriu em alta de 3,83%. Atenas sobe 4,78% e Milão 2,68%. O euro apresenta a sua maior alta dos últimos dois meses em relação à moeda americana e está valendo 1 dólar e 39 centavos. As bolsas asiáticas fecharam em alta, Tokyo de 2,04%, Hong Kong de 3,26% e Seul de 1,46%.