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Literatura francesa Goncourt

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Livro sobre passado colonial francês leva prêmio Goncourt

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O escritor francês Alexis Jenni, ao centro, durante coletiva de imprensa em Paris, após anúncio do prêmio Goncourt. REUTERS/Benoit Tessier

Alexis Jenni, um professor de biologia do ensino médio, é o vencedor do prêmio Goncourt, o mais importante da França, com o seu primeiro romance, “L’Art Français de la Guerre” (A Arte Francesa da Guerra, em tradução livre). A obra questiona a herança das guerras coloniais da França na Indochina e Argélia.


Jenni, 48 anos, se considerava até então como “um escritor de domingo”, levou cinco anos para escrever o livro, um relato de aventuras e reflexões sobre as consequências das guerras coloniais francesas. Pronto o manuscrito, Jenni enviou o material de 700 páginas, pelo correio, a uma única editora, a Gallimard, uma das maiores do país.

Até o anúncio do Goncourt, o romance já tinha vendido mais de 56 mil exemplares, com boas críticas. O prêmio vai certamente dar impulso às vendas – os títulos vencedores vendem em média 400 mil exemplares. Jenni era o favorito de uma lista que tinha três outros concorrentes: Sorj Chalandon, que venceu o Grande Prêmio da Academia Francesa na semana passada, Carole Martinez, e o haitiano Lyonel Trouillot.

O vencedor do ano passado foi o escritor francês mais conhecido do momento, Michel Houellebecq, pelo best seller ‘La Carte et le Territoire’ (O Mapa e o Território, em tradução livre). Houellebecq escreveu vários romances que ganharam projeção internacional antes de receber o Goncourt, como Extensão do Domínio da Luta, Partículas Elementares e Possibilidade de uma Ilha.

Jenni é um fã de cinema, histórias em quadrinhos e mantém um blogue com muitos desenhos: “Voyages pas très loin”.