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União Europeia pede às Farc que abandonem as armas

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O refém José Libio Martínez, assassinado no sábado, em um vídeo enviado à sua família, em 2010.

A chefe da diplomacia da Europa, Catherine Ashton, pediu nesta terça-feira às Forças armadas revolucionárias da Colômbia, as Farc, que “abandonem as armas” e pediu a liberação imediata e sem condições de todos os reféns.


“Nós pedimos às Farc que deixem as armas e se unam ao processo político de reforma e de modernização da Colômbia”, disse Ashton em um comunicado. Ela ofereceu o apoio da União Europeia “em sua busca para acabar com a violência e pela paz durável no país”.

Condenando o “assassinato brutal”, no sábado, de quatro reféns presos pelas Farc, Ashton pediu “a liberação imediata e sem condições de todos os reféns que ainda estão presos”.

A Colômbia é vítima, há quase 50 anos, de um conflito armado envolvendo duas guerrilhas de extrema esquerda (as Farc e o ELN, Exército de libertação nacional), milícias paramilitares armadas e traficantes de drogas.

Segundo o Ministério da Defesa colombiano, as Farc assassinaram no sábado quatro reféns em combates que opuseram militares e guerrilheiros, no estado de Caqueta, no sul do país. As vítimas, três policiais e um militar que serão enterrados hoje, eram prisioneiros da guerrilha há mais de doze anos. Essas mortes causaram um movimento de profunda indignação no país.