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Acordo Acordos-Tratados Síria Turquia

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Turquia anuncia suspensão de tratado comercial com a Síria

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Manifestações em Homs, no dia 6 de dezembro. REUTERS

A Turquia anunciou nesta sexta-feira que vai suspender um acordo de livre comércio com a Síria e tomar providências para evitar a Síria em suas relações comerciais com o Oriente Médio. O Conselho Nacional Sírio, o CNS, afirmou hoje, em um comunicado, que o ditador sírio prepara um massacre na cidade de Homs, uma das mais mobilizadas contra a ditadura.


O acordo de livre comércio entre Turquia e Síria já tinha sido suspenso por Damasco após o anúncio de Ankara, de impor uma série de sanções contra o regime do presidente sírio, Bashar al Assad, em conjunto com a Liga Árabe, para protestar contra a repressão das manifestações anti-governo na Síria. A Turquia também anunciou que está criando ligações marítimas com os outros países do oriente médio, como o Egito, o Líbano, a Jordânia e a Arábia Saudita. O país visa, desta maneira, evitar as rotas terrestres, via Síria.

O CNS afirmou hoje, em um comunicado, que o ditador sírio prepara um massacre na cidade de Homs, uma das mais mobilizadas contra a ditadura. Os opositores dizem que o regime quer calar os moradores de Homs para dar o exemplo a outras regiões do país. Apesar da intimidação, os militantes pró-democracia lançaram uma campanha de desobediência civil, chamando os sírios a se manifestar nas ruas com o slogan "a greve da dignidade". Mais 10 civis foram mortos pelas forças do regime, ontem, em Homs.

Liberdade de expressão

O blogueiro sírio Amjad Baiazy pediu, nesta sexta-feira, em Haia, à comunidade internacional que proteja a liberdade de expressão na Internet no país, afirmando que as redes sociais tinham permitido mostrar ao mundo a repressão de dissidentes por Damasco. Durante uma conferência em Haia sobre a liberdade de expressão na Internet, organizada pelo ministro holandês das relações exteriores Uri Rosenthal.

O Comitê para a proteção dos jornalistas (CPJ), baseado nos Estados Unidos, expressou no começo de novembro temer pela vida de vários jornalistas e blogueiros sírios desaparecidos.

Segundo a ONU, a repressão fez pelo menos 4.000 mortos, entre eles 307 crianças e milhares de feridos, desaparecidos ou presos.