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Parlamento europeu pede saída imediata de Bachar Al Assad

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Manifestantes sírios protestam contra o presidente Bashar al-Assad Qamishli, nesta quarta-feira. REUTERS/Handout

O Parlamento Europeu adotou nesta quinta-feira uma resolução que condena veementemente a “repressão brutal exercida pelo regime sírio contra sua população”. Os eurodeputados pediram o fim imediato da violência contra os civis.


A resolução europeia volta a condenar o regime de Bachar Al Assad e pede a sua renúncia imediata. Os eurodeputados também pedem o aumento das sanções contra o  país. Esse é mais um esforço da comunidade internacional de intervir na grave crise política síria.

Hoje o ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, afirmou que Al Assad e seus aliados cometem, diariamente, «crimes contra a humanidade ». “Mais de cinco mil mortos e três milhões de sírios são afetados por uma repressão sangrenta. Quantas vítimas serão necessárias para que o mundo entenda que Bachar al-Assad tem que sair?", questionou-se Juppé.

Nesta semana, a diplomacia francesa denunciou a omissão da China e da Rússia, membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que vetam a adoção de uma resolução que condene o massacre de civis na Síria. “Mais cedo ou mais tarde, o Conselho de Segurança terá que se pronunciar. Esse silêncio é um escândalo», concluiu o chanceler francês.

Os Estados Unidos, que também integram o Conselho de Segurança, endossam o coro dos que pedem a saída do presidente sírio. O regime de Bashar al-Assad, é "o equivalente a um morto-vivo", disse ontem coordenador de Assuntos Regionais para o Oriente Médio do Departamento de Estado, Frederic Hof.

Reunidos em Istambul (Turquia), um grupo de opositores ao regime sírio anunciaram hoje a criação de uma “aliança nacional” de forças revolucionárias para derrubar Al Assad. O grupo diz ter sido reconhecido e aceito pelo CNS (Conselho Nacional Sírio), entidade que reúne forças na oposição na Síria e no exterior.