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Combate à corrupção faz Dilma ser mais popular que Lula, afirma jornal francês

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Artigo do jornal francês La Croix elogia nesta terça-feira a presidenta brasileira, Dilma Rousseff. RFI

A taxa de popularidade recorde da presidente Dilma Rousseff e a aprovação dos brasileiros pela ação de seu governo, especialmente no combate à corrupção, ganharam destaque no jornal francês La Croix, que dedica um artigo para explicar por que em seu primeiro ano de mandato ela fez mais sucesso que seu mentor político, o ex-presidente Lula.


"Dilma Rousseff soube impor seu estilo" é o título da reportagem, ilustrada com a foto da presidente sorrindo e batendo palmas, como se estivesse aplaudindo a si mesma. O correspondente do jornal La Croix em São Paulo lembra que desde o retorno da democracia ao Brasil, em 1985, nenhum chefe de Estado teve uma taxa de popularidade tão alta quanto a da atual presidente. "Aquela que foi por muito tempo chamada de marionete de Lula está no auge das sondagens: 72% dos eleitores têm uma imagem positiva de Dilma e 56% aprovam a ação de seu governo", escreve o jornal católico.

Eleita no segundo turno com 56% dos votos, Dilma Rousseff soube rapidamente se distanciar da figura tutelar de Lula para imprimir seu estilo, afirma o La Croix. Estilo que segundo o jornal é bem mais discreto na mídia, mas sobretudo mais intransigente. A referência é um comentário à sua ação enérgica no combate aos casos de corrupção que já provocaram a queda de sete ministros em seu primeiro ano de mandato. Essa operação de "limpeza", como definiu a própria presidente, é o principal motivo de sua imensa cota de popularidade junto à população, cansada da impunidade da classe política local, observa o jornal.

O La Croix escreve que o início do governo Dilma tinha tudo para ser complicado diante do impacto da crise internacional sobre a economia brasileira que obrigou o governo a cortar gastos e investir muito menos em programas sociais como o "Minha casa, minha vida", além de suspender grandes projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) como as obras de transposição do rio São Francisco.

Apesar das poucas reformas feitas pela presidente, seu primeiro ano de mandato terminou com uma notícia positiva: a da ascensão do Brasil como a sexta principal economia do mundo, superando a da Grã-Bretanha. O artigo do La Croix termina lembrando a previsão do FMI de que até 2015 o Brasil deverá se tornar a quinta maior economia do planeta, posto atualmente ocupado pela França.