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China bloqueia compras de Airbus em represália a taxa de carbono europeia

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Louis Gallois, presidente da EADS, pediu aos europeus para voltar atrás com a taxa do carbono cobrada das companhias aéreas. AFP/ERIC PIERMONT

O presidente da EADS, grupo que controla a Airbus, Louis Gallois, informou hoje que o governo da China está bloqueando os contratos de compra de aviões Airbus acertados pelas companhias chinesas. A medida é uma represália à implementação de uma taxa sobre as emissões de dióxido de carbono (CO2) nos voos, aprovada em janeiro pela União Europeia. Gallois pediu aos europeus que renunciem à aplicação da taxa.


A Comissão Europeia afirmou nesta quinta-feira que reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) da aviação é um benefício para todos, apesar do temor expressado pela Airbus de que a medida vá prejudicar as vendas do grupo, especialmente na China.

A nova taxa da União Europeia (UE), que entrou em vigor em janeiro e abrange companhias aéreas de todas as nacionalidades, obriga o pagamento de 15% das emissões de CO2 por voo. Pelo menos 26 dos 36 membros da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), incluindo China, Rússia e Estados Unidos, contestam a medida.

Segundo o executivo-chefe da Sociedade Europeia Aeroespacial e de Defesa (EADS, grupo que controla a Airbus), Louis Gallois, as vendas de 45 aparelhos (10 superjumbos A380 e 35 modelos A330) estão bloqueadas com a recusa do governo chinês em assinar os contratos. Uma parte das aeronaves já entrou em produção, o que representa um risco industrial para a Airbus.