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Novo atentado atinge a Síria na véspera da chegada de missão da ONU

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Curiosos e bombeiros observam destroços de prédio atingido por um carro-bomba na cidade de Alepo na Síria. REUTERS/George Ourfalian

A Síria foi atingida neste domingo por um novo atentado com um carro-bomba. Esse é o terceiro do mesmo estilo em dois dias e atingiu, desta vez, a cidade de Alepo, a segunda mais importante do país. Foram confirmados 3 mortos e 25 feridos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.


O atentado deste domingo ocorreu no bairro de Souleimanyieh, em Alepo, no norte da Síria, perto da sede de um prédio de segurança política. Segundo testemunhas, houve uma grande explosão e há corpos espalhados pelas ruas. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos afirmou que houve 3 mortos e 25 feridos. Já o governo sírio, por meio da televisão estatal, declarou que esse foi um atentado “terrorista” que matou uma mulher e um policial. Esse é, pelo menos, o quinto ataque com uso de carro-bomba que atinge uma grande cidade da Síria desde o início da revolta em março do ano passado.

Hoje na capital Damasco dezenas de pessoas reuniram-se em uma mesquita para o funeral de algumas das vítimas do atentado duplo de ontem que deixou 27 mortos e 140 feridos. O presidente Bashar al-Assad e a oposição trocam acusações sobre a autoria dos ataques. Para a versão oficial, foi um ataque terrorista. Para os rebeldes, foi ato orquestrado pelas próprias forças do governo.

Já a imprensa estatal síria apresenta uma nova hipótese para explicar o ataque e acusa o Qatar e a Arábia Saudita de armarem os rebeldes sírios. “O terrorismo de Hamad [primeiro-ministro do Qatar] e de Abdallah [rei saudita] não é inédito. Seus crimes sanguinários são originários do rancor ", escreve o jornal oficial as-Saoura. Um diplomata árabe não-identificado chegou a declarar que a Arábia Saudita usava o território da Jordânia para fazer com que os armamentos cheguem às mãos da oposição de Bashar-Al Assad, uma informação que foi “veementemente negada” pelas autoridades jordanianas.

Nesse clima de desconfiança mútua, chega amanhã a Damasco a missão liderada pelo ex-secretário geral da ONU, Koffi Annan. O objetivo é destravar o diálogo com al-Assad e pedir o fim imediato da violência contra os civis. Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, 9 mil pessoas já morreram ao longo de um ano de depressão das forças do governo sírio e o número de refugiados na Turquia já passa de 15 mil.