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Espanha Incêndio Queimada Seca

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Incêndio destrói mil hectares de parque natural na Espanha

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Um bombeiro tenta apagar o incêndio perto de A Capela, na Galícia, no norte da Espanha, no domingo, 1 de abril. AFP/Miguel Riopa

Um incêndio que atingiu o norte da Espanha durante o fim de semana destruiu cerca de 1.000 hectares do parque natural As Fragas do Eume, na região da Galícia, segundo estimativas dos bombeiros. O parque tem 9.128 hectares e é um dos principais da Europa. O fogo foi controlado na tarde desta segunda-feira. Fazendas e áreas residenciais também foram atingidas, e 200 pessoas tiveram que deixar suas casas.


Além de enfrentar a maior seca desde a década de 40, o corte de recursos do governo, que atingiu os planos de prevenção a incêndios, também é apontado como uma das causas para o número record de queimadas este ano no país.

Desde janeiro deste ano, outros 1.587 incêndios já destruíram cerca de 5.300 hectares de terras em solo espanhol. Com orçamento apertado e corte de gastos, o governo da Galícia pode ter que pedir ajuda à União Europeia. O governo central da Espanha afirmou que também ajudará.

Na semana passada, um brigadista do Corpo de Bombeiros morreu em outro incêndio, também na Galícia. Em protesto, bombeiros exigiram mais recursos para o trabalho de contenção das queimadas, que, segundo eles, ficou mais precário por conta da crise.

Normalmente, o contingente de bombeiros só é reforçado durante o verão, quando a incidência de incêndios é maior.

Apesar de a seca do inverno ser apontada como o principal motivo, as queimadas também ganharam tom político. O presidente da Galícia, o conservador Alberto Feijó, acusou no domingo membros da oposição de provocar de maneira intencional o incêndio do parque de Fragas do Eume. A Guarda Civil, que investiga as causas, também suspeita de intencionalidade. Até agora, dez pessoas foram detidas suspeitas de iniciar as queimadas na região.

Com a colaboração de Luiza Belchior, correspondente da Rádio França Internacional em Madri.