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"Protecionismo verde" paira sobre a conferência Rio+20

Por Lúcia Müzell

A preservação do meio ambiente está no centro das atenções nesta semana, que marca a abertura da Conferência Rio+20 sobre o Desenvolvimento Sustentável. Há muito tempo, a preocupação com o futuro do planeta deixou de ser uma especialidade dos ecologistas para se transformar em um verdadeiro quebra-cabeças para governos, empresas e estudiosos, atrás de formas mais econômicas para diminuir o aquecimento global, gerar novas formas de energia e promover o crescimento com o mínimo de danos possível ao meio ambiente.
 

Entretanto, em meio a negociações sempre delicadas entre os países, e em plena crise econômica na Europa, surgem cada vez mais suspeitas de que os países desenvolvidos, sobretudo europeus, desejam adotar medidas protecionistas sob a desculpa da preservação ambiental. Um exemplo claro vem da França, onde no programa do recém eleito presidente François Hollande aparece uma promessa discreta, porem bastante ambígua: Hollande deseja promover "uma nova política comercial para fixar regras restritas de reciprocidade em termos sociais e ambientais".

Em outras palavras, a promessa pode se traduzir em barreiras comerciais para os países onde a produção não respeita as mesmas normas ambientais que a França, algo comum entre os países menos desenvolvidos. A situação é chamada de "protecionismo verde", mas o negociador-chefe da França nas discussões ambientais, Jean-Pierre Thébault, rejeita a ideia de protecionismo e prefere falar em adoção voluntária dos países pobres a métodos produtivos mais ecológicos.

O economista Eliezer Martins Diniz, especialista em desenvolvimento sustentável da USP, lembra que essa técnica não é nova quando o assunto é meio ambiente. Ele lembra que os países ricos ou adotam novas taxas, ou restringem a importação de produtos de países que tomam menos cuidado com a preservação do planeta, uma forma de pressionar por mudanças. Os países em desenvolvimento alegam ainda que a implantação de novas técnicas produtivas barram o crescimento, por exigirem investimentos pesados, para os quais ainda não têm a ajuda necessária dos mais ricos.

 

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