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Hollande vai à Rio + 20 vender a economia verde, diz jornal Les Echos

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O presidente francês François Hollande vai ao Brasil durante a Rio+20. REUTERS/Jacques Brinon/Pool

O diário econômico Les Echos analisa hoje os objetivos da visita do presidente francês, François Hollande, ao Brasil, no dia 20 de junho. Hollande participará do encontro de líderes da Rio +20, com a difícil missão de convencer os países emergentes sobre os benefícios da economia verde, segundo o diário econômico Les Echos.


A ministra da Ecologia, Nicole Bricq, chega ao Rio de Janeiro no dia 18, para preparar o terreno. Na opinião de Nicole Bricq, os emergentes ainda têm muita desconfiança de que a economia verde serve aos interesses protecionistas dos países desenvolvidos. A ministra diz que a França vai tentar vencer essa resistência, apontando a dimensão social de uma nova política nessa área.

O projeto da União Europeia de criação de uma Organização Mundial do Meio Ambiente, nos moldes da OMC (Organização Mundial do Comércio) e da OIT (Organização Internacional do Trabalho), não encontra o apoio dos Estados Unidos nem dos países emergentes, mas a França, "única potência ocidental representada na conferência", vai defendê-lo. Les Echos considera que não há nada de novo na posição americana, já que os Estados Unidos são avessos a qualquer tipo de mecanismo multilateral. No caso dos emergentes, é uma questão de convencimento, de provar que uma organização desse tipo não iria barrar o desenvolvimento desses países.

A ministra Nicole Bricq afirma já ter conseguido o apoio dos africanos ao projeto. A China estaria prestes a aderir, assim como a Índia, que poderia seguir o movimento. Quanto ao Brasil, informa o Les Echos, François Hollande vai discutir o assunto com a presidente Dilma Rousseff.

Todo mundo já sabe que pela falta de engajamento dos países desenvolvidos, a conferência tende ao fracasso. Cabe então à Europa dar o exemplo, principalmente na luta contra a pobreza, conforme estima o governo francês. E para mostrar que estão dispostos a fazer esforços, a França vai defender na Rio +20 uma política de financiamento à inovação, a taxa sobre transações financeiras internacionais, a diretriz sobre a eficiência energética e os leilões de cotas de CO2.

Antes de ir ao Brasil, François Hollande vai à reunião do G20, no México, onde vai defender a taxa sobre transações financeiras. O diário conservador Le Figaro diz que nessa cúpula o novo governo francês vai defender o modelo social europeu frente aos países emergentes, um modelo orientado por outros princípios e não pelo trabalho low cost.