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Analistas têm pouca expectativa sobre decisões no G20

Por Lúcia Müzell

Os chefes de Estado e de governo das 20 maiores economias do mundo se reúnem mais uma vez para discutir a crise econômica, agora em Los Cabos, no México. Mas qualquer semelhança com a cúpula do ano passado, na França, não é mera coincidência. De lá para cá, a Grécia continuou sendo o foco da espiral negativa que se forma na zona do euro e se espalha pelo mundo, e o restante da Europa pena a entrar em consenso sobre a melhor forma de sair da crise.

A provável formação de um governo pró-euro na Grécia trouxe um alívio para a mesa de discussão do G20, mas a verdade é que os problemas econômicos na zona do euro estão muito longe de serem resolvidos. Por isso, Jérôme Creel, diretor-adjunto do Departamento de Estudos do Observatório Francês de Conjuntura Econômica, não está nada otimista sobre a capacidade do encontro resultar em algum tipo de solução.

"Eu acho que hoje o desafio é o de mais cooperação entre os países europeus, portanto a discussão, no G20, sobre uma melhor coordenação europeia, não poderá verdadeiramente acontecer. Não é a instância adaptada a este tipo de diálogo", afirmou. "A reunião do G20 vai sobretudo servir para deixar claro para os europeus sobre as consequências desastrosas da gestão deles da crise grega, da crise espanhola e, quem sabe, a crise italiana. Ou seja, pode ser um órgão de discussão, mas não poderá ser um órgão operacional."

A professora Luciana Badin, coordenadora e pesquisadora do Grupo G-20 do BRICS Policy Center, no Rio de Janeiro, destaca que vai permanecer a pressão para que os europeus indiquem que caminho pretendem seguir para retomar o crescimento. Ela afirma que em um contexto de indecisões entre mais investimentos públicos, como defendem os franceses, ou de reformas estruturais na economia, como pregam os alemães, os países em desenvolvimento podem trazer uma visão de equilíbrio entre as duas alternativas.

Em paralelo aos problemas na Europa, os países emergentes vão tentar fazer pressão pela reforma do FMI, a condição para que aumentem a sua participação no Fundo Monetário Internacional. Há expectativa em torno do anúncio do montante que os emergentes estão dispostos a contribuir.

Luciana Badin avalia ainda que o G20 certamente não vai trazer soluções para todos os problemas, mas que é possível ter esperança sobre alguns pontos específicos, como a regulação dos mercados financeiros. A Cúpula do G20 se encerra hoje no México, de onde alguns dirigentes, como o presidente francês, François Hollande, partem direto para o Rio de Janeiro, para a conferência Rio+20.
 

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