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Bashar al-Assad Crise Demissão Síria

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Primeiro-ministro sírio deserta e se refugia na Jordânia

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O primeiro-ministro sírio, Ryad Hidjab, que desertou com outros dois ministros e três generais nesta segunda-feira, em foto de arquivo. REUTERS/Khaled al-Hariri/Arquivo

O primeiro-ministro sírio, Ryad Hidjab, um dos membros mais importantes do governo do presidente Bashar Al-Assad, deixou o país no domingo e refugiou-se com sua família na Jordânia, num dos dos golpes mais duros contra o regime sírio, após 16 meses de revolta. Segundo o Conselho Nacional Sírio (CNS), dois outros ministros, de identidades ainda não reveladas, além de três generais, também deixaram o país na companhia de Hidjab.


Através de um anúncio feito na televisão Al-Jazeera nesta segunda-feira por seu porta-voz, Mohamed Otri, o premiê declarou que se uniu à “revolução”. “Anuncio hoje que abandono este regime terrorista e criminoso e que me integro à revolução pela liberdade e dignidade. Anuncio hoje que sou um soldado da santa revolução”, informou Otri.

No entanto, a televisão estatal síria divulgou que o premiê “foi demitido de suas funções” e o vice primeiro-ministro e ministro da Administração local, Omar Ghalawanji, foi designado para o substituir temporariamente.

Ainda no domingo, Hidjab presidiu duas reuniões ministeriais para definir medidas a serem tomadas contra os rebeldes que invadiram e controlam certas regiões e cidades do país.

Antigo ministro da Agricultura, Hidjab foi nomeado primeiro-ministro pelo presidente Assad após as eleições legislativas de maio que foram boicotadas pela oposição.

Reações

O chefe do CNS, Abdel Basset Sayda, saudou a deserção do premiê. “Não há mais desculpas para estar no mesmo barco deste regime criminoso. É hora de escolher entre a lealdade à Síria e a seu povo e a um grande terrorista assassino cujo julgamento está próximo.”

Já para o ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, o abandono de Hidjab mostra "a erosão do regime de Assad". "Esses acontecimentos confirmam a que ponto o término da violência e a formação de um regime de transição são necessários", reiterou, através de um comunicado.