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Metade das famílias de vítimas do voo AF 447 ainda não recebeu as indenizações devidas

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Resgate de uma das caixas-preta do AF 447. Reuters

O jornal Les Echos relata em sua edição desta terça-feira 28 de agosto as dificuldades enfrentadas por uma centena de famílias de vítimas da catástrofe com o voo Air France 447 para receber as indenizações devidas. O problema atinge principalmente passageiros franceses, já que desde março de 2010 a justiça brasileira condenou a Air France a pagar somas importantes a duas famílias de vítimas brasileiras.


Dois terços dos casos brasileiros e 90% dos alemães fecharam acordos amigáveis com a Air France a a seguradora Axa e foram indenizados, mas só 20% dos dossiês franceses tiveram a mesma sorte. De acordo com o jornal, os juízes brasileiros e americanos são bem mais generosos do que os franceses para determinar o valor do prejuízo moral das ações, que corresponde à maior parcela das indenizações.

Consultores estimam que na Europa as indenizações nesse tipo de caso são de 250 mil dólares em média por pessoa, contra 750 mil dólares no Brasil e 4 milhões de dólares nos Estados Unidos.

Três anos após a tragédia, Les Echos conta o combate dos avós da pequena Coleen, que perdeu os pais na queda do Airbus quando tinha apenas 8 meses. Até hoje, os dois casais de avós só receberam 17.600 euros cada um, uma soma que corresponde à ajuda financeira de emergência prevista pela legislação internacional do transporte aéreo.

A Air France e a seguradora Axa justificam a demora no pagamento das indenizações pelas dificuldades de entrar em contato com os herdeiros dos 228 mortos, de 32 nacionalidades diferentes. No caso da menina Coleen, segundo a Axa, 16 pessoas têm o direito de reclamar uma compensação financeira de acordo com a legislação francesa.

A Axa alega que aconselhou famílias brasileiras e francesas a usar os serviços de um mediador, para facilitar a tramitação dos processos, e em metade dos casos deu certo.