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Aung San Suu Kyi Birmânia ONU

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Presidente de Mianmar homenageia opositora Aung Suu Kyi na ONU

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O presidente birmanês Thein Sein fala à Assembleia Geral da ONU, em Nova York REUTERS/Lucas Jackson

O presidente de Mianmar, Thein Sein, prestou uma homenagem sem precendentes à líder opositora Aung San Suu Kyi, nesta quinta-feira, diante da Assembleia Geral da ONU. "Como cidadão birmanês", ele discursou "eu gostaria de felicitá-la pelas honras que ela recebeu neste país em reconhecimento de seus esforços a favor da democracia", em referência à visita que Suu Kyi faz aos Estados Unidos paralelamente à cúpula. Suu Kyi foi recebida com honra de estado no país, encontrou-se com o presidente Barack Obama no Salão Oval da Casa Brance e recebeu a medalha de ouro do Congresso americano.


As relações entre o chefe do Estado birmanês e a Nobel da Paz vem melhorando sensivelmente no último um ano e meio. Para a comunidade internacional, elas são essenciais para o bom andamento das profundas reformas que Thein Sein vem promovendo desde que foi dissolvida, em março de 2011, a junta militar que governava o país. Desde então, o governo liberou centenas de prisioneiros políticos e assinou dez acordos de cessar-fogo com diversos grupos rebeldes compostos por minorias étnicas. Foi também neste período que Aung Suu Kyi pode voltar ao centro do cenário político, depois de 15 anos em cárcere privado.

Agora, como deputada, Suu Kyi milita pela continuidade das reformas e pelo fim das sanções internacionais sobre a Birmânia. Parte dos objetivos ela conseguiu atingir com esta viagem, já que os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira a suspensão do embargo americano aos produtos birmaneses.

Thein Sein também afirmou que se esforça para encerrar totalmente o conflito entre o exército birmanês e os rebeldes kachin, que voltou a eclodir em junho de 2011 no extremo norte do país, depois de 17 anos de paz. De acordo com ele, ambas as partes têm ganhado confiança e as negociações caminham em direção ao fim das hostilidades. "Consideramos toda perda humana e material dos dois lados do conflito como uma perda para o país", afirmou o presidente da Birmânia.