rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
O Mundo Agora
rss itunes

Voto latino vai pesar mais na política interna e externa dos EUA

Por Alfredo Valladão

“Nos últimos vinte anos, depois do final da Guerra Fria, a política americana na América Latina pode ser resumida pela famosa fórmula de Albert Einstein: EM=C2: Energia, Migrações e Cocaína ao quadrado.
Pode até parecer bastante redutor, mas a verdade é que os países latino-americanos estão todos muitos longe das grandes zonas estratégicas do mundo.
Eles não ameaçam ninguém e também não são ameaçados seriamente por ninguém. Do ponto de vista econômico, e apesar de toda a retórica anti-americana, a América Latina no seu conjunto continua sendo o maior parceiro comercial dos Estados Unidos.
Até a Venezuela chavista continua dependendo do mercado estadunidense para vender a sua única riqueza nacional, o petróleo. Portanto, tirando o tráfico de drogas e o medo de fluxos migratórios incontrolados, a preocupação dos dirigentes norte-americanos com a cambada ao sul do Rio Grande é bastante limitada.

Mas depois da reeleição de Obama, isso pode mudar. No futuro, ninguém poderá mais ganhar a Casa Branca sem ganhar o voto dos eleitores de origem latina. Hoje eles representam 11% do corpo eleitoral e essa porcentagem vai continuar aumentando. Obama papou mais de 70% dos votos latinos e sem isso ele teria perdido vários Estados chaves. Os próprios dirigentes do Partido Republicano já começaram a declarar publicamente que se o partido não abandonar as suas posições intransigentes e continuar proclamando que a única solução é a expulsão dos 11 milhões de imigrantes ilegais no país, nunca mais vai chegar a Presidência da República”. Clique acima para ouvir a crônica de política internacional de AlfredoValladão.

 

América do Sul enfrenta desafio das migrações em massa, pela primeira vez em sua história

Só renovação salva empresas que atingiram “limite de crescimento”

Clima de guerra comercial prejudica países emergentes e em desenvolvimento

No jantar de Putin e Trump em Helsinque quem está no cardápio é a Europa

Movimentos "antissistema" beneficiam de crise social, política e econômica na UE

Fim de emenda que proíbe aborto na Irlanda revela crise institucional da Igreja

Opinião: Meghan é “salvação” para modernizar imagem da monarquia britânica

Para Trump, explodir o pacto nuclear com o Irã é também uma mensagem dirigida a Putin

Corrida a Marte lembra grandes navegações portuguesas em conquista de um Novo Mundo

Análise: Tarifa dos EUA sobre aço e alumínio é jogada de Trump para rever regras da OMC