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PIB do Brasil deve crescer 4% em 2013, diz OCDE

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A presidente Dilma Roussef e o rei Juan Carlos da Espanha, em Cadiz, em novembro. O Brasil terá crescimento de 4% em 2013, segundo OCDE. REUTERS/J.J.Guillen

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil vai crescer 4% em 2013 e 4,1% em 2014, segundo relatório semestral publicado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira. Também segundo a organização, a crise da zona do euro é a principal ameaça para a economia mundial.


O documento destaca que no Brasil já se vivem as consequências de estímulos fiscais e monetários promovidos pelo governo. Apesar disso, o país vai fechar o ano com um crescimento máximo de 1,5%, o menor do bloco BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

A maior previsão de crescimento para 2012 é a da China, 7,5%, seguida pela Índia, 4,4%, Rússia, 3,4%, e África do Sul, 2,6%. Pelas projeções, para o próximo ano e 2104, a China e a Índia continuarão na liderança, registrando crescimento superior a 6,5%.

Em seu relatório sobre “Perspectivas econômicas mundiais”, a organização revisa em baixa as previsões de crescimento na maioria das grandes potências econômicas mundiais.

O crescimento americano será de 2,2% este ano, contra 2,4% previstos em maio, e de 2% em 2013, em lugar dos 2,6% previstos. Em 2014 a economia voltará a crescer alcançando 2,8% em 2014, segundo uma primeira previsão.

Zona do euro

Na zona do euro, a recessão deveria ser mais forte este ano que o esperado anteriormente, com um PIB em recuo de 0,4% em lugar de 0,1%. A recessão continuará no ano que vem (0,1%), contrariando a previsão da OCDE que previa em maio um crescimento de 0,9%. A retomada será adiada para 2014 (1,3%).

“A crise da zona do euro continua sendo a principal ameaça para a economia mundial, apesar das medidas recentes que reduziram as pressões imediatas”, diz o relatório.

Na França, o crescimento será de 0,2% em 2012 e 0,3% em 2013 (contra 0,6% e 1,2% esperados), depois deve voltar a acelerar até chegar a 1,3% em 2014. No Reino Unido, o PIB deve recuar 0,1% este ano e voltar a crescer 0,9% e 1,6%, nos anos seguintes. No Japão, o crescimento seria bem mais fraco que o esperado anteriormente, de 1,6% em 2012, 0,7% em 2013 e somente 0,8% em 2014.

Segundo a OCDE, as principais causas destas perspectivas morosas são a “baixa significativa da confiança”, a desaceleração dos países emergentes e o desemprego elevado que continua a subir na zona do euro.

Píer Carlo Padoan, economista-chefe da organização pede para evitar todo endividamento excessivo. “Se o muro orçamentário não for evitado, um choque negativo considerável poderia empurrar os Estados Unidos e a economia mundial para a recessão”, prevê, se referindo aos cortes e altas de impostos que entrarão em vigor se republicanos e democratas não chegarem a um acordo até o fim do ano.

“Na zona do euro, o ajuste do orçamento estrutural deve continuar limitado aos compromissos atuais”, alerta. Isso significa que os governos não devem tomar novas medidas de rigor se o crescimento esperado não ocorrer e se os objetivos de redução do déficit público não forem alcançados.

Segundo a OCDE, “para evitar a perda de credibilidade, tal política deveria ser definida de maneira conjunta”, entre os membros da União Europeia.