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Síria agradece apoio dos Brics que evitou intervenção no país

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Opositores do presidente Bashar Al-Assad realizam um protesto contra o governo sírio nesta sexta-feira. REUTERS/Raed Al-Fares

Uma conselheira política do presidente Bashar al-Assad, Bouthaina Shaaban, agradeceu nesta sexta-feira os países do bloco do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) pelo apoio que, segundo ela, teria evitado uma intervenção militar ocidental no país. Ela encontrou nesta sexta-feira o ministro indiano das Relações Internacionais, Salman Khurshid em um giro que faz pelas capitais dos países que integram o Brics em uma campanha de apoio ao presidente sírio.


"Graças a Deus, existe a Rússia, a China, a Índia e o Brasil que ao menos colocam um pouco de razão no que acontece dentro da comunidade internacional. Caso contrário, teríamos encarado o mesmo que a Líbia", disse Bouthaina à imprensa indiana.

"Nós reconhecemos a posição equilibrada dos Brics e seu apoio, mas acredito que eles poderiam ser mais dinâmicos para encontrar uma solução para a Síria", declarou a conselheira. "Gostaríamos que vocês fizessem entender suas vozes, que vocês se exprimissem de uma maneira mais firme sobre o fim às violências. Eu acho que os países dos Brics têm mais peso do que eles demonstram até o momento e que eles podem fazer mais", completou.

A Rússia e a China se opõem contra qualquer intervenção militar para resolver a crise síria e bloqueiam todos os projetos do Conselho de Segurança da ONU que condenem o regime de Bashar al-Assad.

Em uma entrevista veiculada pela BBC nesta sexta-feira, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov se disse convencido que Bashar Al-Assad não deixará o poder, repetindo que Moscou não tem nenhuma intenção de pedir que ele o faça.

O conflito sírio dura quase dois anos e resultou em cerca de 70 mil mortos desde o seu início. Na última quarta-feira o número de refugiados sírios atingiu a marca simbólica de 1 milhão.