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Meio Ambiente Desenvolvimento Sustentável Compras Pesquisa França

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Crise faz franceses comprarem produtos mais sustentáveis

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Centro de reciclagem recebe computadores velhos. Wikipédia

A crise econômica está levando os franceses a comprar produtos mais sustentáveis. Uma pesquisa realizada pela consultoria Ethicity mostra ainda que a população está mais preocupada com os seus interesses pessoais do que os coletivos, como a preservação do meio ambiente.


O estudo indica que, devido à crise, os franceses relegaram o futuro do planeta para segundo plano, nas suas preocupações. Mesmo assim, em 2013, 48% deles querem continuar adaptando o seu comportamento para poluir menos o meio ambiente, uma alta de 3% em relação ao ano anterior.

Um consumo mais responsável é o ponto mais citado neste aspecto. Para 44% dos entrevistados – 5% a mais do que em 2012 -, a crise é uma ocasião para rever “profundamente” os hábitos de consumo.

Enquanto, em 2008, comprar de uma maneira mais sustentável significava consumir menos, hoje a percepção mudou: os franceses acham que o mais correto é escolher melhor. Por isso, 34% compram a mesma quantidade que antes, porém privilegiam produtos que durem mais tempo. Neste contexto, o interesse pela origem dos produtos cresceu: 80% querem se informar sobre onde e como eles foram feitos, e o consumo de itens locais têm ganhado mercado.

Ao mesmo tempo, um alto número de consultados afirmou estar mais concentrado nos seus interesses pessoais do que nos coletivos – apenas 43% disseram se sentir afetados pela situação ambiental do mundo, contra 62% há sete anos. A questão ambiental hoje é uma preocupação de segundo plano, atrás do emprego ou do poder aquisitivo. No plano ambiental, a maior preocupação é a poluição, “porque atinge diretamente o cotidiano das pessoas, enquanto que a falta de água ou de matérias-primas lhes parece distante”, explicou a presidente do instituto, Elisabeth Pastore-Reiss.

“Os gases de efeito estufa não são mais uma grande preocupação das pessoas, que querem diminuir o valor das contas a pagar. É preciso um trabalho de pedagogia para fazê-las compreender que as duas coisas podem andar juntas, que consumir com responsabilidade também pode significar economizar”, comentou Pastore-Reiss.