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Emissões de CO2 batem recorde em 2012

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Emissões de CO2 batem recorde em 2012, segundo relatório da Agência Internacional de Energia publicado nesta segunda-feira (10). http://morguefile.com

As emissões de dióxido de carbono no mundo chegaram a um nível recorde em 2012, de acordo um relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) publicado nesta segunda-feira. Segundo o documento, os Estados Unidos e a Europa diminuíram suas emissões, mas a China aumentou consideravelmente. A AIE também pediu aos Estados que apliquem medidas para conter o aquecimento global.


As emissões de CO2 chegaram a 31,6 bilhões de toneladas, o que significa um aumento de 1,4%, segundo estimativas da AIE. A China está em primeiro lugar entre os países poluidores e contribuiu para o aumento dos gases do efeito estufa com 300 milhões de toneladas em 2012. A boa notícia é que este é o número mais baixo da década, o que significa que os esforços de Pequim para adotar energias limpas e melhorar a eficiência energética podem dar resultados a longo prazo.

O Japão, que teve que recorrer de maneira mais intensa às energias fósseis após a catástrofe nuclear de Fukushima em março de 2011, aumentou suas emissões de CO2.

Na Europa, alguns países aumentaram o consumo de carvão mineral, uma fonte energética muito poluidora. Mesmo assim, as emissões de dióxido de carbono diminuíram em 50 milhões de toneladas. De acordo com o relatório, a redução poderia ser conseqüência da crise econômica, do desenvolvimento de energias limpas e das limitações impostas às indústrias e às centrais elétricas.

Mas foi nos Estados Unidos que a baixa foi mais forte, devido à substituição do carvão mineral pelo gás de xisto, que embora emita menos CO2, levanta questões sobre seu impacto ambiental. Com 200 milhões de toneladas de CO2 emitidas em 2012, os Estados Unidos conseguiram volta ao nível que tinham na década de 90.

Segundo cientistas, para evitar mudanças climáticas maiores, a alta da temperatura média mundial deve ser inferior a dois graus Celsius neste século. Isso será possível somente se as emissões de dióxido de carbono não ultrapassarem 44 bilhões de toneladas em 2020. Segundo a AIE, no ritmo atual, o aquecimento planetário neste século deve ficar entre 3,6 e 5,3ºC, com relação à época pré-industrial.

Medidas

A AIE também pediu nesta segunda-feira aos Estados de aplicarem, urgentemente, quatro medidas em matéria de energia que poderiam conter o aquecimento do planeta em 2 graus, objetivo nas negociações internacionais sobre o clima.

O programa permitiria, segundo a organização, “reduzir fortemente as emissões de gases do efeito estufa até 2020, se apoiando somente em tecnologias existentes e já utilizadas com sucesso em vários países”.

As reduções, que chegariam a 8% com relação ao nível de emissões, seriam obtidas em grande parte através de esforços para melhorar a eficácia energética na construção civil, transportes e indústria. Os custos seriam compensados pelas economias de energia realizadas, segundo projeções da agência.

A segunda proposta seria limitar a utilização e a construção de centrais elétricas baseadas no carvão mineral, que tem baixo rendimento, são extremamente poluidoras, e aumentar o uso de gás e energias limpas. A terceira pista consiste em reduzir o metano da indústria petrolífera. A organização também pede a supressão gradual das subvenções aos combustíveis fósseis que existem em vários países.