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FMI avalia que zona do euro deve retomar emprego e crescimento

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A diretora geral do FMI, Christine Lagarde, sorri durante reunião com ministros das Finanças da zona do euro REUTERS/Francois Lenoir

O FMI apresentou à zona do euro nesta segunda-feira suas diretrizes para "relançar o crescimento e (a geração de) emprego", em uma demonstração de relaxamento com relação ao rigor fiscal e à redução das dívidas.


Em um relatório publicano na noite de segunda-feira, após uma reunião dos ministros das Finanças do bloco monetário, o Fundo Monetário Internacional reconheceu os progressos alcançados no último ano, quando a própria sobrevivência do euro esteve em jogo.

"Entretanto, as forças cíclicas no interior da zona do euro continuam sérias e pesam sobre o crescimento", diz o texto que a diretora geral do FMI, Christine Lagarde, resumiu ao sair do encontro.

Entre elas, as principais são a contrapartida do ajuste fiscal e os altos níveis de desemprego, que "ameaçam o potencial de crescimento a longo prazo". A instituição baseada em Washington prega um plano de ação em quatro frentes: resgatar os bancos para relançar o crédito, avançar em direção a uma união bancária completa, fornecer condições para economia de curto prazo e iniciar reformas estruturais para impulsionar o crescimento.

O FMI defende afrouxamento ainda maior da política monetária do Banco Central Europeu que, na semana passada, anunciou a manutenção de sua taxa de juros a 0,5%, nível historicamente baixo. A instituição também pede mais flexibilidade nas metas de redução das dívidas dos países membros, se isso for necessário para promover reformas estruturais mais profundas ou capitalizar bancos viáveis.

Na avaliação do Fundo, essas reformas devem acontecer não somente dentro dos países (flexibilização do mercado de trabalho, regulamentações e direitos trabalhistas), mas entre eles, com a liberalização de serviços e o estabelecimento de novos acordos de livre comércio.