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Londres e Madri brigam por Gibraltar, a última colônia na Europa

Por Silvano Mendes

A decisão do governo espanhol de reforçar o controle na sua fronteira com Gibraltar relançou as discussões de Madri com Londres sobre o território britânico no sul da Espanha que, apesar de seus parcos 6,8 km² de extensão e apenas 30 mil habitantes, é fruto de discórdia entre os dois países há três séculos.

Essa semana, sob a alegação de que os britânicos não são signatários do Acordo de Schengen, que permite a livre circulação entre os países da União Europeia, o governo espanhol decidiu tornar mais difícil o acesso a Gibraltar, provocando filas gigantescas na região, freqüentada por turistas, mas também por espanhóis e britânicos que e vivem e trabalham dos dois lados da fronteira. A decisão de Madri teria sido uma resposta a iniciativa de Londres de lançar blocos de cimento na baia do Mediterrâneo, impedindo a entrada de pescadores espanhóis na região

Essa não é a primeira vez que Madri e Londres se alfinetam sobre o controle do rochedo. Em 1954 a Espanha chegou a cortar as ligações aéreas com o território em protesto a uma visita da rainha Elizabeth II a Gibraltar. Em 1981 o rei Juan Carlos boicotou o casamento do príncipe Charles com a princesa Diana quando descobriu que o casal queria passar sua lua de mel no território. Um clima de guerra, aliás, que pode ser comparado a situação das Malvinas, ou ilhas Falkland, um arquipélago que também constitui um território ultramarino da coroa britânica desde 1833, mas que continua sendo reivindicado pelos argentinos.

O diplomata Marcos Azambuja, membro do conselho diretor de CEBRI (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), comenta o contencioso entre os britânicos e os espanhóis. Ele acredita em um consenso em breve, pois “a Europa não precisa de um episódio prolongado de divergência entre dois membros da União Européia”. Ex-embaixador do Brasil na França e na Argentina, ele também compara a situação atual entre Londres e Madri com o impasse das Malvinas.

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