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Reino Unido reduz benefícios aos imigrantes da UE temendo invasão de búlgaros e romenos

Desde o dia primeiro de janeiro, imigrantes da Bulgária e da Romênia ganharam o direito de trabalhar legalmente em países da União Europeia em que ainda encontravam restrições. Entre eles, está o Reino Unido, que temia uma enxurrada de trabalhadores pouco qualificados com o fim das barreiras. Isso não ocorreu até agora. Mesmo assim, o governo britânico segue tomando medidas para desestimular a chegada de europeus.

Clique acima para ouvir mais informações do correspondente em Londres, Ulisses Neto

Parte dos políticos britânicos – de oposição e situação – assim como alguns veículos de imprensa locais fizeram um grande alarde antes do fim das restrições impostas para os trabalhadores da Bulgária e Romênia, que se tornaram membros plenos da União Europeia em 2007.

O governo búlgaro reagiu duramente ao que chamou de ‘histeria da extrema-direita’ e previu que apenas 8 mil cidadãos do país devem se mudar para o Reino Unido anualmente. Ainda é cedo para confirmar essa estimativa, mas de fato os voos da Bulgária e da Romênia têm chegado aos aeroportos de Londres de assentos vazios.

Precedente polonês

O governo britânico tenta evitar o que aconteceu em 2004, quando os poloneses obtiveram o direito de imigrar para o Reino Unido. Na época, as autoridades estimaram que o país receberia apenas 14 mil imigrantes e no final mais de um milhão de trabalhadores cruzaram o Canal da Mancha pressionando o mercado de trabalho inglês.

A diferença crucial entre os dois casos, segundo o próprio parlamento inglês, é que naquela época Reino Unido e Irlanda foram os primeiros países a autorizar a chegada de imigrantes poloneses. Desta vez, todos os outros oito países que aplicavam restrições aos romenos e búlgaros, incluindo França, Alemanha e Espanha, retiraram suas barreiras ao mesmo tempo.

Efeito colateral: menos benefícios para europeus

Para evitar que o cenário polonês se repita, o governo britânico decidiu dificultar o acesso aos programas sociais do país, que costumam atrair os imigrantes.

Desde primeiro de janeiro, imigrantes europeus no Reino Unido precisam esperar três meses antes de poder solicitar seguro-desemprego e outros benefícios sociais, como de moradia. Os próximos passos devem ser o acesso restrito ao sistema público de saúde e também ao child benefits, uma espécie de ‘bolsa família’ da Inglaterra. 

Outra ação é que a partir de agora, um imigrante que for pego pedindo esmolas ou dormindo na rua será extraditado e não poderá mais entrar no Reino Unido.

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