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Nova técnica cirúrgica melhora sintomas do mal de Parkinson

Por RFI

O Hospital das Clínicas de São Paulo está testando desde o ano passado uma nova técnica na luta contra o mal de Parkinson, que atinge mais de 200 mil brasileiros. O projeto está sendo realizado em colaboração com a equipe do neurocientista Miguel Nicolelis, da Universidade de Duke, e pode minimizar os sintomas mais graves da doença.

A nova técnica provoca um estímulo elétrico da medula espinhal e pode trazer efeitos benéficos e duradouros na locomoção, que é afetada com o desenvolvimento da doença. Além disso, ela é menos invasiva do que a aplicação de eletrodos no encéfalo, usada atualmente.

No final do ano passado, dois pacientes foram operados no Hospital das Clínicas e os primeiros resultados foram favoráveis, explica o professor de neurocirugia da USP (Universidade de São Paulo), Erich Fonnof.

"Ainda estamos instituindo os parâmetros de estimulação, e a nosso entender, os pacientes melhoram a locomoção", diz o neurocirurgião. A estimulação elétrica da medula espinhal, explica, já é usada para tratar a dor com bons resultados.

No novo método, a corrente elétrica é aplicada na medula através do implante de eletrodos e um gerador similar a um marca-passo. De acordo com o especialista, a técnica atual melhora sintomas como rigidez ou tremores, mas alguns pacientes ainda têm dificuldade para andar normalmente, mesmo depois da operação. "Nossa intenção justamente é melhorar a locomoção", enfatiza.

Estudo entra em segunda etapa

A pesquisa do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis teve início em 2009 e chegou a estampar a capa da revista Science. Os primeiros testes do tratamento foram feitos em ratos doentes, duas vezes por semana, e os benefícios motores foram significativos. A técnica, acreditam os pesquisadores, também poderia retardar a evolução da doença de Parkinson.

Em janeiro, um novo artigo sobre a estimulação da medula foi divulgada na revista Nature e mostrou benefícios a longo prazo nos animais doentes, além de mais presença de dopamina, neurotransmissor que, ausente, afeta os movimentos do corpo. Na segunda fase do projeto, a equipe americana testará o método em primatas.

Paralelamente, a Universidade de São Paulo propôs um projeto de pesquisa em humanos. "Para nós é possível aplicar uma técnica que já dominamos para dor, também na doença de Parkinson", diz Fonnof. Ele lembra que, como se trata de um protocolo piloto, ainda será preciso esperar um ano para que a intervenção seja proposta aos pacientes.

"Ainda esperamos a reação dos pacientes, que se propuseram a isso porque têm déficit de locomoção. Nossa comissão de ética aprovou o projeto e estamos lentamente estudando esses pacientes para ver a melhor maneira de estimulá-los e obter uma locomoção mais adequada", conclui.
 

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