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Boko Haram executa mais de 100 pessoas na Nigéria

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No final de janeiro, um outro ataque feito por supostos membros do grupo islâmico Boko Haram em Kawuri, cidade no nordeste da Nigéria, matou 85 pessoas. REUTERS/Stringer

Mais de 100 pessoas foram assassinadas no último fim de semana na cidade de Izghe, no nordeste da Nigéria, por supostos integrantes do grupo extremista islâmico Boko Haram. A informação foi divulgada neste domingo (16) por autoridades nigerianas.


De acordo com o senador Ali Ndume, 106 pessoas teriam sido mortas em Izghe, uma cidade de maioria cristã. Desde 2013, as autoridades tentam colocar um fim na rebelião liderada pelo Boko Haram, que exige a instauração de um Estado islâmico no norte do país, onde a população é majoritariamente muçulmana. A rebelião matou milhares de pessoas desde 2009.

Testemunhas relatam que os agressores, trajando uniformes de militares, batiam de porta em porta durante a noite, procurando as vítimas em suas próprias casas. “Eles pediram para que as pessoas se reunissem em um só lugar e depois começaram o massacre”, contou um agricultor que conseguiu escapar.

Segundo o governador de Borno, Maina Ularamu, os agressores também teriam assaltado comércios da região, levando produtos alimentícios e outras mercadorias em veículos que pertenciam à população.

No sábado, centenas de habitantes de Borno deixaram a região para se refugiar em Maiduguri, capital do estado, temendo um novo ataque do Boko Haram. “Os ataques [do grupo] se tornam a cada dia mais frequentes e mais sanguinários”, denunciou Ndume.

O exército nigeriano realiza uma intensa ofensiva contra o Boko Haram nos estados de Borno, Adamawa e Yobe, que seguem em estado de emergência desde maio do ano passado. No último mês de janeiro, o presidente Goodluck Jonathan expressou sua frustração diante da dificuldade de combater essa milícia e trocou a chefia do exército.

No entanto, o grupo islâmico continua perpetrando atentados e violentos ataques pelo país. Entre os principais alvos do Boko Haram estão a minoria cristã e as milícias formadas pelos próprios habitantes para se defender dos agressores.