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Com samba e projeto olímpico, Sambódromo do Rio completa 30 anos

Por Cíntia Cardoso

Quando os componentes das escolas de samba cruzarem a Marquês de Sapucaí neste ano, eles vão marcar o trigésimo aniversário do Sambódromo.

A passarela do samba nasceu da iniciativa do então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, do sociólogo Darcy Ribeiro e dos traços de Oscar Niemeyer em 1984. O objetivo era criar um espaço capaz de abrigar a folia mas que, ao longo do ano, também servisse como escola e como um centro cultural.

Para Haroldo Costa, ator e comentarista de Carnaval, a construção do sambódromo era um sonho antigo dos sambistas e, também uma necessidade. Durante muitos anos, até que o sambódromo fosse construído, havia um monta e desmonta de arquibancadas. Aquela região ficava inatingível. Com o Sambódromo, que era uma aspiração antiga dos sambistas, a cidade ganhou um local maravilhoso e ganhou um monumento porque é uma obra de Oscar Niemeyer”, disse.

O projeto do Sambódromo foi polêmico e enfrentou muita resistência dos que achavam que a obra se tornaria um elefante branco em pleno centro do Rio de Janeiro. Mas, para Ivo Meirelles, compositor e ex-presidente da Mangueira a passarela do samba também foi um avanço para o Carnaval.

“O sambódromo foi um avanço para o Carnaval do Rio de Janeiro. A estrutura fixa deu uma economia enorme para o Estado. (...) As melhorias e mudanças foram significativas. Quando vi o Sambódromo pela primeira vez, fiquei boquiaberto porque estava nascendo ali o templo sagrado do Carnaval do Rio de Janeiro”, afirmou o músico.

Carnavais inesquecíveis

Nesses trinta anos, a passarela do samba já um homem voador, baianas espaciais e as mais delirantes criações dos carnavalescos. Até Nelson Mandela esteve na Praça da Apoteose em 1991 antes de se tornar presidente da África do Sul. Mas, apesar de todos esses momentos marcantes, Haroldo Costa diz que o Carnaval mais inesquecível do sambódromo foi o primeiro.

“A Mangueira foi a escola que fechou o desfile em 84. Quando ela chegou na Apoteose, ela deu a volta e fez o desfile ao contrário. Foi uma improvisação que emocionou”, lembra Costa.

2016

Em 2016, a passarela do samba cede espaço para os Jogos Olímpicos. Lá, terão lugar a largada e a chegada da maratona das Olimpíadas e as competições de tiro com arco. Prova de que o palco versátil imaginado pelos seus idealizadores ainda têm fôlego para muitos carnavais.
 

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