rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
Fato em Foco
rss itunes

Há um ano, morria Hugo Chávez

Por Gabriel Rocha Gaspar

"Juro diante de Deus, juro diante da pátria e juro diante do meu povo que, sobre esta moribunda Constituição, cumprirei e impulsionarei as transições democráticas necessárias para que a República nova tenha uma Carta Magna adequada aos novos tempos". Com essas palavras, começou em fevereiro de 1999, a Revolução Bolivariana, projeto político do então recém-empossado presidente da Venezuela Hugo Rafael Chávez Frías.

Quinze anos depois, opositores e partidários podem discordar do projeto - como mostram as ruas venezuelanas há quase um mês -, mas politizado ou não, nenhum cidadão latino-americano é indiferente ao bolivarianismo. Nesta quarta-feira (4), completa-se um ano da morte de Hugo Chávez. E, ainda que analisar seu legado seja uma operação prematura, é certo que não só a Venezuela, mas o mundo, sentirá seus ecos durante muitas décadas.

Antes de Chávez, depois de Chávez

"A ruptura que ocorre entre o modelo neoliberal e o que têm sido esses 15 anos de governos progressistas está associada, mais do que a qualquer outra figura, à figura do Chávez", explica o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC Paulista, Igor Fuser. E foi justamente esta ruptura que permitiu que a América Latina passasse pela crise econômica da segunda metade do século XX sem sofrer seus efeitos mais nefastos, como os que sentiram a Europa e os Estados Unidos.

Com esta ruptura, passaram a florescer os governos que deram novo protagonismo à região no cenário político internacional. Para Rafael Villa, "um dos grandes legados de Hugo Chávez foi ter devolvido esperança em uma forma de sociedade socialista, mais justa, mais equilibrada, com melhor distribuição de renda". Depois de Chávez, vieram Luis Inácio Lula da Silva no Brasil, Evo Morales na Bolívia, Michele Bachelet e Rafael Correa no Chile, os Kirchner na Argentina, Fernando Lugo no Paraguai e José Mujica no Uruguai, entre outros líderes progressistas por todo Continente.

O cientista político da Science Po Eduardo Rios, que está em Caracas, credita a Chávez a destruição do discurso antipolítico na América Latina e garante que o ex-presidente permanece como uma figura "tutelar" para o chavismo e um "inimigo" para a oposição. Para ouvir a reportagem completa, clique no link acima.
 

Para brasileiros em Paris, violência urbana no Brasil ainda é pior que terrorismo

Pesquisa aponta que franceses aceitariam menos liberdade em troca de segurança

Nova regra francesa de doação de sangue impõe abstinência sexual para doadores gays

Campanha contra bullying prejudica imagem do professor, dizem sindicatos da França

Presença do Irã em negociações sobre a Síria é essencial para a paz

Motivo de polêmica no Enem, Simone de Beauvoir foi fundamental para o feminismo

Analista em Berlim diz que só "base recosturada" pode afastar impeachment de Dilma