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Missão de busca de avião desaparecido une rivais asiáticos

Por RFI

Os esforços para a operação de busca do Boeing da Malaysia Airlines colocaram países com rivalidades territoriais trabalhando juntos. Equipes de busca do Vietnã, Malásia, Tailândia, Indonésia, Singapura, Filipinas, e China vasculham nesse momento a zona de desaparecimento.

*Colaboração da correspondente da RFI em Hong Kong, Luiza Duarte

Cerca de 40 embarcações e 34 aviões e helicópteros foram mobilizados para tentar encontrar a aeronave da Malaysia Airlines, mas, até agora, nenhum indício que possa ao menos explicar a razão do seu desaparecimento foi encontrado. Segundo oficiais malaios, membros de agência de luta contra o terrorismo de diversos países também integram as investigações.

O governo chinês enviou na manhã desta segunda-feira (10) um grupo de trabalho formado por 13 membros de diferentes ministérios, como o da Segurança Pública, Relações Exteriores e dos Transportes, para a Malásia. O chefe dessa missão chinesa disse à impressa antes de embarcar que a “China está do lado da Malásia” e de outros países envolvidos para trabalharem juntos e intensificarem as buscas, que só serão abandonadas quando não houver mais nenhuma esperança. O grupo também deve participar das investigações para esclarecer o ocorrido com o MH370.

Já a área de busca foi ampliada. Além da região entre o golfo da Tailândia e o sul da península de Ca Mau no Vietnã, a costa oeste da Malásia  foi incluída. Estados Unidos e Austrália também participam das operações.

A mídia chinesa afirma que essa é a presença mais importante na China em uma missão internacional de busca e resgate marítimo. O primeiro ministro chinês, Li Keqiang, garantiu que está fazendo todo o possível para encontrar o Boeing 777.

Ainda na noite de domingo, o governo da China enviou dois novos navios de guerra para a zona, depois que o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, realizou uma reunião ministerial de urgência para coordenar a missão de busca. O reforço eleva a nove o número de embarcações chinesas envolvidas na ação. O Kunlunshan, um dos três maiores navios anfíbios da frota da marinha chinesa deixou sua base na cidade de Zhanjiang na tarde de domingo, segundo a mídia estatal. Já o destróier Haikou deve chegar a área de buscas na manhã de terça-feira.

Famílias

Um total de 154 chineses estão entre os passageiros, o que representa dois terços das vítimas. Ao todo, pessoas de 14 nacionalidades embarcaram no MH370, 38 da Malásia, incluindo 12 membros da equipagem, 7 da Indonésia, 6 da Austrália, 5 da Índia, 4 da França, 3 dos Estados Unidos, 2 da Nova Zelândia, 2 da Ucrânia e 2 do Canadá e ainda um russo, um holandês e um taiwanês. Além dos passageiros italiano e austríaco, cujos passaportes foram identificados como roubados. Cinco crianças também estavam na lista de embarque divulgada pela Malaysia Airlines.

As famílias das vítimas reclamam da falta de comunicação por parte da companhia aérea e tentam confirmar as informações que circulam nas redes sociais. Outra queixa das famílias chinesas é que membros do governo chinês ainda não vieram ao aeroporto de Pequim prestar solidariedade, como aconteceu na Malásia. Nesse momento de grande sofrimento e espera por notícias, alguns parentes dos passageiros puderam embarcar para a Malásia com o apoio da companhia aérea.

O voo MH370 perdeu contato com os controladores aéreos na altura da cidade de Ho Chi Minh no Vietnã por volta das 2h40 da manhã no horário local, cerca de 2h depois de ter decolado. O avião era esperado em Pequim, seu destino final, as 6h30 da manhã de sábado, do horário local, 19h30 da noite de sexta-feira, no horário de Brasília.

 

 

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