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Após Senegal, Costa do Marfim faz censo com computadores do IBGE

Por Rafael Araújo, correspondente da RFI na Costa do Marfim

 

Começou nesta semana, em Abidjan, o censo populacional da Costa do Marfim, o primeiro completamente informatizado graças a uma tecnologia brasileira. O Brasil emprestou cerca de 20 mil computadores de mão do IBGE para o Instituto Nacional de Estatística marfinense. Sem custos para o governo brasileiro, o empréstimo dos aparelhos representa uma economia de US$4 milhões para a Costa do Marfim. O presidente Alassane Ouattara e a primeira-dama foram os primeiros a responder ao censo, na segunda-feira (17).

 

Quando a guerra acabou, as autoridades marfinenses se prepararam para fazer o censo, já bastante atrasado, com questionários de papel mesmo. Mas em agosto de 2012 receberam um convite para ir ao Rio de Janeiro conhecer o censo do IBGE. A apresentação sobre os resultados e a metodologia do censo brasileiro os convenceu a adotar o modelo informatizado. Quando fizeram o pedido ao Brasil, os aparelhos estavam emprestados para o Senegal, mas depois seguiram para cá. Isso serviu para retomar a cooperação que estava meio parada desde a guerra civil, em 2011.

Cooperação

Costa do Marfim e Senegal optaram por usar a tecnologia brasileira porque, em primeiro lugar, no âmbito da cooperação sul-sul, os equipamentos são emprestados sem custo. Em segundo, a quantidade e o tipo de equipamento que o Brasil coloca à disposição atendem bem às necessidades desses países. Em terceiro, esse método é bem mais ágil. Com os computadores de mão, a transmissão dos dados ocorre durante a coleta de informação. Os primeiros resultados ficam prontos em três meses. No Senegal, a fase de coleta terminou na primeira semana de dezembro e os resultados preliminares vão ficar prontos já no fim deste mês.

Estimativa da população

O diretor do Instituto de Estatística, Ibrahim Bá, estima que a população atual esteja entre 23 e 25 milhões de habitantes. Cada recenseador vai entrevistar, em média, 1.000 pessoas. Ao todo, entre recenseadores, chefes de equipe e técnicos de informática, quase 30 mil pessoas vão trabalhar no censo marfinense. Os recenseadores foram contratados junto às comunidades onde farão as visitas. Isso reduz o custo de transporte, além do fato deles falarem a língua local. A taxa de analfabetismo é alta, em torno de 45%, e esse índice é até pior nas zonas rurais. Nem todos falam a língua oficial do país, que é o francês.

Todos os programas de organismos internacionais e as políticas públicas do governo dependem de dados estatísticos para serem efetivos. Hoje, eles trabalhavam com dados de 1998. Além disso, o censo servirá de base para a criação de um registro nacional de identidade. Cada marfinense vai ter um número de identificação, como o nosso CPF. Num levantamento feito em 2008, existiam 700 mil pessoas sem qualquer registro civil, certidão de nascimento, identidade, nada. Com a guerra, muitas crianças não foram registradas.

 

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