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Ameaças do PCC durante a Copa são destaque do jornal Libération

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As ameaças de ataques durante a Copa feitas pela facção criminosa paulista PCC são destaque do jornal LIbération. Flickr/khass 2000

A dois meses do começo da Copa do Mundo no Brasil, o jornal Libération destaca na edição desta quinta-feira (10) a trajetória da facção criminosa paulista PCC e a ameaça que ela representa para a segurança pública.


Como uma quadrilha que nasceu, há 20 anos, numa prisão conseguiu se tornar a principal organização criminosa do Brasil? Essa é a pergunta a qual o Libération tenta responder na reportagem "São Paulo sob o domínio de uma quadrilha".

Segundo o jornal, o PCC controla hoje a maior parte do tráfico de drogas no Brasil e também domina quase todas as prisões do Estado de São Paulo, nas quais mais de 190 mil detentos cumprem pena. Prova do poder do grupo é que eles são capazes de paralisar a maior capital da América Latina, fato que já demonstraram há oito anos em São Paulo.

Para evitar que o mesmo se repita na Copa, a "polícia está em estado de alerta", escreve o jornal. O Libération lembra, porém, que o PCC ameaçou em junho do ano passado provocar um "Mundial do terror" durante os dias da maior competição de futebol do planeta.

A principal "arma" do PCC são os telefones celulares que chegam clandestinamente às mãos dos bandidos presos. De trás das grades, presos perigosos, como Marcola, chefe da quadrilha paulista, conseguem continuar a planejar ataques e, até, a "organizar o crime", descreve o Libération. "A organização abandonou a violência cega do começo que fez com que ela alcançasse o poder, mas que a colocou no alvo da polícia", diz o Libé. Agora, explica a correspondente Chantal Rayes, o PCC praticamente eliminou as facções adversárias e as suas dispuats internas para expandir, por telefone celular diretamente das cadeias, a sua influência no tráfico de drogas na América Latina.

BRICS

Já o jornal Les Echos se interessa pelos Brics, a sigla para Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Esses países, que eram vistos como as grandes potências emergentes, estão correndo perigo.

O jornal, que usa dados da consultoria Aon, explica que as economias desses países estão em maus lençóis e atravessam uma fase de desaceleração do crescimento. Aliado a isso, esses países sofrem ainda com a fuga de capitais que faz com que as moedas se desvalorizem. A consultoria Aon é a maior no mundo no setor de seguros e está instalada em 163 países.

Para os especialistas, o Brasil aparece como um país de "risco médio", mas a empresa registra um aumento importante de "sinistros, falências e problemas de pagamentos" no Brasil e nso seus pares Rússia e China. Diante desse quadro, o Brasil teve sua nota rebaixada pela consultoria.