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Le Figaro propõe um passeio pela vanguardista São Paulo

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Capa do suplemento Le Figaro et vous deste sábado (3).

A escalada da violência na Ucrânia que aumenta o clima de guerra no país está estampada nas primeiras páginas dos jornais franceses deste sábado (3). O Brasil também está em destaque hoje. O suplemento cultural do Le Figaro do final de semana é inteirinho dedicado a São Paulo, à moda, atrações turísticas, literatura e arte da capital econômica brasileira.


Le Figaro aproveita o fim da Fashion Week em São Paulo para dedicar seu suplemento cultural do final de semana à capital paulista e à cultura brasileira. O jornal encontrou e entrevistou a nova geração de estilistas brasileiros, como Pedro Lourenço, Lilly Sarti, Alexandre Herchcovitch, Vanessa Montoro ou Osklen, e afirma que no Brasil a moda é um “eterno vir a ser”.

Megalópole vanguardista

O suplemento destaca ainda a noite paulista, que oferece um número de restaurantes, bares e boates como poucas cidades no mundo. "Encontro com a cidade do excesso", é o título da reportagem principal que propõe um passeio pela megalópole vanguardista que vai sediar o jogo de abertura da Copa do Mundo de Futebol, no próximo dia 12 de junho.

Le Figaro antecipa e informa que a 31ª Bienal de São Paulo, que acontece em setembro, fará um convite à viagem pela arte. O evento paulista, que reúne artistas plásticos, arquitetos, companhias de teatro, coreógrafos e sociólogos, é considerado imperdível pelo diário.

O suplemento traz ainda uma entrevista com o jornalista e escritor Edney Silvestre, que acaba de ter seu segundo romance "A felicidade é fácil", traduzido para o francês. Edney revela ao Le Figaro que o Brasil também tem seus Hemingway, Faulkner e Fitzgerald. Ele compara Milton Hatoun, Luiz Ruffato e Alberto Mussa, aos monstros da literatura americana do início do século 20.

Aumento da tensão na Ucrânia

A chegada dos confrontos entre pró-russos e as forças de Kiev a Odessa, no sul da Ucrânia, preocupa Le Monde. O vespertino informa que Moscou denunciou uma "irresponsabilidade criminosa", depois da morte de 37 pessoas, principalmente ativistas pró-russos em um incêndio, ontem na cidade.

O governo de Odessa rejeitou a responsabilidade pelo drama. Mas este é o incidente mais violento ocorrido no país desde o dia 20 de fevereiro, quando manifestantes pró-europeus foram mortos a tiros em Kiev. Este fato provocou a queda do presidente Viktor Yanukovitch. Le Monde teme a reação russa ainda mais que a onda de violência em Odessa coincide com o início da operação ucraniana para retomar a cidade separatista Slaviansk, no leste do país.

À beira de uma guerra

Para Le Figaro e Libération não há dúvida, a "Ucrânia está à beira de uma guerra". E por enquanto quem sai perdendo é Kiev. O conservador Le Figaro diz que esta é a terceira tentativa das forças ucranianas, em duas semanas, para retomar a cidade dos separatistas, mas a reconquista é difícil e as tropas de Kiev sofreram ontem perdas importantes.

Aujourd'hui en France também se pergunta se esse conflito na porta da Europa não atingiu o ponto onde é quase impossível evitar um confronto geral na Ucrânia.