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Número de menores centro-americanos que chegam aos EUA dobrou desde 2012

Desde outubro do ano passado, 57 mil jovens desacompanhados foram parados na fronteira americana com o México. Esse número é o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior e assusta as autoridades americanas.

 

Colaboração especial de Rhossane Lemos para RFI

Os jovens têm entre 10 e 15 anos e nasceram na Guatemala, Honduras, El Salvador e México. O percurso da imigração ilegal é longo e perigoso. Eles são entregues por parentes a coiotes e transportados na maioria dos casos em trens ou caminhões de carga até os Estados Unidos.

Segundo conta o professor Eduardo Siqueira , da Universidade de Massachussets, em Boston, logo que são pegos, os menores seguem para centros de detenção onde dormem no chão e são considerados criminosos pela lei americana. “O número de crianças presas se avolumou e elas são colocadas nisso que eu chamo de depósitos. Tem havido uma expulsão dessas crianças da América Central, especialmente por causa do tráfico de drogas”, conta o professor.

Pela legislação americana, esses jovens devem permanecer presos até o julgamento e a quase certa deportação. O Departamento de Segurança Interna americano se apressa para abrir mais centros de detenção.

A pesquisadora e diretora executiva do Centro de Imigração Brasileira nos EUA, Natalícia Tracy, relata que para abrigar os menores temporariamente, o governo pediu auxílio aos estados americanos, mas a maioria se negou a colaborar.

Para Tracy, a maior responsabilidade sobre a imigração ilegal tanto de adultos, e agora especialmente de crianças, é dos EUA. “Eu não vejo os EUA como inocentes ou vítimas. Eles têm essa mentalidade de superpoderosos, com a arrogância de quem faz as coisas e não mede as consequências”, conclui. Ela lembra que há cerca de 30 anos, os americanos interferiram e abasteceram com armas guerras civis na região, como a que aconteceu em El Salvador - um dos fatores que explica a imigração.

Oficiais de imigração e juízes estão sendo realocados em caráter de emergência para agilizar os processos e acelerar os julgamentos no Vale do Rio Grande do Texas, por onde a maioria dos migrantes está entrando ilegalmente.

 

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