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Líbia pede ajuda para controlar incêndio em depósito de combustível

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Complexo de combustíveis pega fogo em Trípoli, na Líbia REUTERS/Hani Amara

As autoridades líbias pediram nesta segunda-feira (28) ajuda internacional para ajudar a controlar um incêndio em um imenso depósito de combustível na capital Trípoli. Um segundo tanque explodiu à tarde e a situação é "muito perigosa", declarou o governo. O fogo foi provocado por um ataque de foguete na noite deste domingo.


"O governo pediu assistência internacional e entrou em contato com vários Estados e perguntou se eles poderiam enviar aviões e equipes especializadas em incêndios", declarou a estatal líbia National Oil em mensagem publicada nas redes sociais.

O depósito, que tem uma reserva de 6 milhões de litros de combustível, pegou fogo em meio a confrontos entre milícias rivais pelo controle do aeroporto internacional de Trípoli. Por causa do perigo de uma “grande explosão”, o governo pediu que os moradores da vizinhança abandonassem suas casas.

O complexo onde está o tanque que explodiu contém 90 milhões de litros de combustível e gás e fica na estrada para o aeroporto, local em que, há duas semanas, são travados conflitos violentos que já deixaram 97 mortos e mais de 400 feridos, segundo o último boletim oficial.

Estrangeiros deixam o país

O incêndio do tanque de combustível marca mais um episódio na escalada da violência na Líbia. Nas últimas duas semanas, o país tem atravessado o período mais sangrento desde a guerra de 2011, que derrubou seu ex-líder Muammar Khadafi.

A França, o Reino Unido e a Alemanha já aconselharam os seus cidadãos a deixarem o país. Os governos da Itália e de Malta fretaram aviões para ajudar na retirada. Os Estados Unidos, cuja embaixada se situa no caminho para o aeroporto de Trípoli, retirou por terra seus funcionários. Eles foram encaminhados para a Tunísia.

A reportagem da RFI tentou entrar em contato com a embaixada do Brasil em Trípoli, mas não houve resposta. Em Brasília, a assessoria de comunicação do Itamaraty disse que não tinha ainda informações sobre as medidas de segurança para os brasileiros na Líbia.