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Milícia judaica radical é alvo da polícia francesa

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Capa dos jornais franceses Libération e Les Echos desta quinta-feira, 31 de julho de 2014. Reprodução/RFI

O conflito entre Israel e o Hamas em Gaza continua a ser destaque nos jornais franceses nessa quinta-feira (31). Mas, para além da situação no local, a imprensa também se interessa pelos desdobramentos que essa crise no Oriente Médio provoca na França e nos mercados financeiros.


Segundo o jornal Libération, a Liga de Defesa Judaica se define como uma associação de "autodefesa", mas, para as autoridades, o grupo é considerado uma milícia que emprega métodos violentos.

Nos Estados Unidos, a liga integra a lista de terroristas e seus membros são acusados de atiçar o ódio racial, sobretudo contra muçulmanos. Na França, a reportagem afirma que o governo estuda uma maneira de impedir as atividades dos seus membros. A Liga de Defesa Judaica não tem existência legal mas, segundo a polícia, tem uma grande capacidade de organização.

O grupo tem aparecido em público para proteger sinagogas, quando acreditam que elas estão ameaçadas, festas privadas e, recentemente, entraram em confronto direto com manifestantes pró-palestinos na França. Alguns chegaram até a ameaçar jornalistas que eles consideram como contrários aos interesses de Israel.

Mas, para muitos analistas ouvidos pelo Libération, simplesmente impedir a existência do grupo pode ser pior: os elementos mais radicais poderiam atuar de forma individual, o que complicaria ainda mais o trabalho da polícia.

 Impacto nos mercados

O jornal Les Echos também se interessa pelo conflito em Gaza e traz a informação que, curiosamente, os mercados parecem não reagir à escalada da violência no Oriente Médio.

Na avaliação do jornal, há um certo "cinismo dos investidores" e a situação tensa em Israel não é uma novidade. A crise com Hamas, é claro, é vista como algo muito grave, mas, não tem capacidade de ter um impacto significativo no crescimento mundial.

Já na Líbia, no Iraque e na Nigéria, os mercados se mostram mais preocupados, sobretudo em relação ao preço do barril de petróleo. Se os conflitos nesses países se alastrarem para as principais regiões produtoras de óleo, a reação nos mercados será "imprevisível", avalia Les Echos.

Por enquanto, porém, a volatilidade dos preços das ações é baixa. Também ajuda, é claro, o fato de os mercados europeus estarem em clima de férias de verão.