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Paciente com paralisia volta a caminhar após cirurgia revolucionária

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O búlgaro Darek Fidyka é a primeira pessoa no mundo a se recuperar de um rompimento total dos nervos da coluna vertebral. Reprodução vídeo tdg.ch

Uma cirurgia revolucionária e inédita permitiu a um portador de paralisia voltar a caminhar. De acordo com o médico responsável pela operação, o polonês Pawel Tabakow, a façanha é resultado de 12 anos de pesquisa. Os detalhes da operação foram publicados nesta terça-feira (21) na revista científica Cell Transplantation.


Em entrevista à agência France Presse, Tabakow explicou que cirurgiões do hospital universitário de Breslávia, na Polônia, utilizaram células nervosas do nariz do paciente búlgaro Darek Fidyka para regenerar as fibras nervosas de sua coluna vertebral.

Desta forma, Fidyka se tornou a primeira pessoa no mundo a se recuperar de um rompimento total dos nervos da coluna vertebral. Há doze anos, o paciente sofreu uma grave lesão ao ser violentamente agredido nas costas por facadas pelo ex-marido de sua companheira.

O tratamento inovador foi criado e testado no laboratório do Instituto de Neurologia da universidade College de Londres, na Inglaterra. O sucesso do procedimento, fruto de mais de uma década de pesquisas, vai de encontro com a opinião da maioria dos neurologistas sobre a impossibilidade de recuperar as fibras nervosas da coluna vertebral.

Nova perspectiva

“Há doze anos, realizamos pesquisas sobre a possibilidade de ajudar os pacientes que sofreram uma lesão total dos nervos da espinha dorsal e que estão condenados a se locomover em cadeira rolante para o resto de suas vidas”, declarou Pawel Tabakow.

O especialista polonês lembrou, no entanto, que Fidyka continua a receber acompanhamento e ainda passa muito tempo no hospital e em um estabelecimento de reeducação motora.

Para o chefe do serviço de Neurologia do hospital de Breslávia, Dr. Wlodzimierz Jamundowicz, o sucesso do procedimento traz uma nova perspectiva para portadores de paralisias vertebrais. “Sabemos que este é apenas o começo de um caminho longo e difícil. Será necessário provar que esta cirurgia terá efeitos positivos em outros pacientes que sofrem de lesões similares na espinha dorsal”, avaliou.