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Dilma não tem margem de manobra, avalia economista

Por Cíntia Cardoso

A reeeleição da presidente Dilma Rousseff não foi festejada pelos mercados financeiros. Muito pelo contrário, no primeiro dia após o resultado das urnas, os mercados reagiram com nervosismo. O Ibovespca caiu, tragado pela queda das ações da Petrobras e o dólar subiu, um sinal claro de rejeição ao segundo madato da presidente.

Os mercados tendem a se acalmar, mas a presidente Dilma Rousseff não terá direito ao erro. E “não tem nenhuma margem de manobra”. A avaliação é de Renato Fragelli Cardoso, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro.

“Toda a folga fiscal que ela tinha já foi utilizada. O Brasil tem uma dívida pública, em termos brutos, de 60% do PIB. A dívida é de 40%. Essa dívida custa caro, com uma taxa de juros elevados. Por isso, precisamos ter um superávit primário para pagar uma parte dos juros. No primeiro mandato de Lula, era de cerca de 3% do PIB. Hoje, ele é zero", disse o economista.

Para o professor Fragelli, para sair dessa situação delicada, a presidente Dilma e sua futura equipe econômica terão que adotar "remédios amargos", a começar pela busca do superávit primário em um patamar de pelo menos 2,5% do PIB.

Conselhos para a presidente

O ano de 2015 se anuncia complicado. Internamente, o Brasil tem que enfrentar uma taxa de inflação na ordem de 6,5% e uma previsão de crescimento que não deve superar 1%. No âmbito externo, haverá a desaceleração da economia da China e a estagnação na União Europeia.

Para lidar com um panorama tão complexo, Fragelli tem um conselho: "Nossa presidente não gosta de conselhos, mas digo que ela deveria buscar inspiração no primeiro mandato do presidente Lula. Programas sociais são viaveis apenas em pais que cresce com estabilidade econômica".

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