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Empresas francesas correm para investir nas Olimpíadas de 2016

Por Cíntia Cardoso

Animadas com o desempenho da organização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, as empresas francesas correm contra o tempo para aproveitar as últimas oportunidades de participar de projetos ligados aos Jogos Olímpicos de 2016. Segundo o Ubifrance, órgão que atua no desenvolvimento do comércio exterior, companhias francesas de todos os portes estão interessadas em investir no mega evento esportivo que será sediado no Rio de Janeiro.

A Copa do Mundo de 2014 foi considerada um bom termômetro para medir as oportunidades e os riscos de investir no Brasil. Para Jean François Ambrósio, representante do Ubifrance em São Paulo, o Brasil passou no teste. Essa declaração otimista foi feita para uma plateia de empresários do setor esportivo que se reuniram nessa quinta-feira (11) em Paris para conhecer os prognósticos de investimentos em países que vão sediar grandes eventos como o Brasil e a Rússia, que organiza a Copa do Mundo de 2018.

Em entrevista à RFI durante esse evento, Jean François Ambrosio fez um balanço do desempenho da Copa para as empresas francesas. “Essa Copa do Mundo foi muito positiva. De modo geral, nossas empresas tiveram uma performance boa. A GL Events, por exemplo, foi uma das maiores parceiras dos comitês organizadores locais. A EDF instalou painéis fotovoltaicos no Maracanã para que essa Copa do Mundo fosse uma Copa verde. (...). De modo geral, foi uma ótima Copa do Mundo e esperamos que nossa participação em 2016 seja ainda melhor”, disse Ambrósio.

Empresas francesas e europeias já fecharam contratos importantes para 2016

Para 2016, algumas empresas francesas já saíram na frente e conseguiram assinar contratos para o fornecimento de materiais para competições de ginástica e para a gestão de sistemas de tecnologia da informação. Entre companhias europeias, um grupo italiano conseguiu o contrato para a filmagem da cerimônia de abertura e uma companhia alemã vai fornecer equipamentos para os Jogos Paralímpicos.

Na área de infraestrutura, a França também conseguiu emplacar a participação na construção do bonde elétrico que vai circular no centro do Rio de Janeiro e que deve ser inaugurado antes do começo dos Jogos. Mas, segundo Ambrosio, ainda há muitas oportunidades a serem exploradas como, por exemplo, no fornecimento de materiais para os estádios olímpicos, como tecidos técnicos.

O "jeitinho brasileiro" de deixar as coisas para a última hora pode até ser um aliado dos franceses que ainda não estavam muito certos sobre investimentos no Brasil. “Esse é um traço cultural brasileiro deixar as coisas para última hora, mas deu tudo certo. O Comitê Organizador Local para 2016 tem um plano de concorrência bastante amplo que vai até o final de 2015. Nos próximos meses, várias licitações vão acontecer, como por exemplo na alimentação, segurança, equipamentos esportivos, limpeza. Ainda há muitas oportunidades”, avaliou Ambrósio.

Investimento nas Olimpíadas é vitrine para contratos duradouros

O total de investimentos anunciados para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro supera € 10 bilhões, divididos entre investimentos para a organização do evento, em infraestrutura e investimentos indiretos. Para as empresas francesas, as vantagens de participar de um evento desse porte superam os dias de competição.

“Estar no evento em si é uma vitrine internacional mundial. Estamos falando de mais de 4 bilhões de pessoas que acompanham os Jogos. O retorno, durante o evento, acaba sendo pequeno ou não existe nenhum retorno. Mas ele pode vir depois na forma de outros contratos feitos a partir dessa primeira participação”, concluiu Ambrósio.

 

 

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