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Germanwings Acidente Alpes Airbus A-320

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França anuncia fim das buscas por destroços do Airbus da Germanwings

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Trabalhadores e investigadores durante operações na área do acidente do Germanwings, em abril de 2015. Reuters/Ministério do Interior da França

Nesta segunda-feira (20), as autoridades francesas anunciaram o final da coleta dos destroços do avião da companhia aérea alemã Germanwings, que se chocou no dia 24 de março contra uma montanha nos Alpes franceses, matando todos os seus ocupantes.  


Confiadas a uma empresa particular, especializada em descontaminação, as operações de coleta dos milhares de destroços do Airbus A320 da Germanwings, filial low cost da Lufthansa, começaram no dia 9 de abril, quinze dias depois do acidente.

Cerca de 80% dos restos do aparelho foram recuperados, o equivalente a 35 toneladas, como anunciou o encarregado de operações da Lufthansa, Carsten Hernig.

Os destroços, cujo tamanho varia de alguns centímetros a vários metros, estavam espalhados por vários hectares da zona íngreme e de difícil acesso. Eles foram transportados de helicóptero até um depósito em Seyne-Les-Alpes, nos arredores do local do drama. Ali está tudo o que foi possível encontrar do avião; o material foi lacrado e ficará à disposição do procurador de Marselha, Brice Robin , por tempo indeterminado.

Despoluição

A partir de maio deve começar o trabalho de despoluição da área do acidente. A primeira etapa será a realização de análises para conhecer o nível de poluição deixado pelo combustível e outros elementos químicos e, em seguida, decidir a técnica a ser utilizada. Calcula-se que havia quatro toneladas de combustível e 95 litros de óleo e lubrificantes no aparelho que, por sinal, não transportava nenhum produto perigoso. Já foi detectado também que o solo do acidente tem 30cm de terra recobrindo a rocha dura.

Os especialistas também estão fazendo controles semanais da água da região para verificar se não foi poluída por algum produto.

O acidente

O Airbus A320 da Germanwings partiu de Barcelona rumo a Dusseldorf, no dia 24 de março. O aparelho chocou-se contra uma montanha nos Alpes Franceses e todos os elementos da investigação levam a crer que o copiloto alemão Andreas Lubitz provocou o choque voluntariamente. As informações vieram das duas caixas-pretas do avião, que foram encontradas.

Cento e cinquenta pessoas morreram, inclusive o copiloto. A maioria era de origem alemã e espanhola.

A tragédia levou diversas companhias aéreas europeias a reverem suas medidas de segurança em voo; agora é obrigatório ter sempre duas pessoas na cabine. O acidente da Germanwings aconteceu porque o comandante se ausentou por alguns minutos e quando tentou voltar, o copiloto havia trancado a porta e se recusou a abrí-la, colocando o avião em descida até o choque fatal.