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Alta do dólar e da libra altera rotina de brasileiros durante as férias

Por Silvano Mendes

O mês de julho foi marcada por uma importante alta do dólar e da libra face ao real. A moeda norte-americana chegou na casa dos R$ 3,70, enquanto um pound ultrapassou R$ 5. O contexto não impediu os brasileiros de viajar, mas mudou a rotina dos turistas que já estavam de malas prontas para os Estados Unidos ou para o Reino Unido.

A alta do dólar e da libra registrada nos últimos dias não parece impedir os planos dos milhares de turistas brasileiros que escolhem os Estados Unidos ou o Reino Unido como destino para as férias de meio do ano. Quem já tinha viagem marcada não anulou o projeto, mesmo se teve que fazer algumas adaptações.

Paulo de Matos Junior, gerente da agência TripUSA, especializada em viagens para os Estados Unidos, explica que a cotação da moeda norte-americana não provocou a anulação de projetos, mas fez alguns turistas mudarem um pouco seus planos antes de embarcar. “As pessoas não mudaram seus planos de viagem, mas estão procurando gastar menos, ficar em hotéis mais baratos, ou fazer programas mais em conta. Quem vai para a Disney, por exemplo, e que faria normalmente sete ou oito parques, decidiu visitar apenas quatro parques, fazendo um pacote um pouco mais enxuto”, relata o responsável da agência paulista.

Mas Matos explica que o fato de algumas companhias terem baixado os preços de suas passagens tem ajudado a minimizar o impacto da alta do dólar. “Esse ano temos encontrado voos para Miami ou Nova York por US$ 300 ou US$ 400”, pondera.

Comerciantes de Orlando estão preocupados

No entanto, segundo profissionais próximos do setor do turismo nos Estados Unidos, o impacto da alta do dólar vai muito além do montante gasto pelos brasileiros durante suas viagens. De acordo com Marco Alevato, editor-chefe da revista Facebrasil, publicação distribuída em hotéis de Orlando, houve uma mudança no consumo, “mas também uma diminuição significativa no número de visitantes”, diretamente ligada à alteração cambial, que assunta os viajantes. “Para o brasileiro, a entrada na Disney custa R$ 2200 por pessoa”, analisa.

Residente na Flórida há vinte anos, Alevato comenta que o fenômeno é visível principalmente nos últimos cinco meses. “Os comerciantes dizem que caiu em 40% o número de brasileiros na cidade. Em todos os locais as pessoas dizem que, se soubessem que isso iria acontecer, não teriam vindo”, relata, lembrando os riscos da situação para a região, já que “Orlando é uma cidade que vive 100% graças às transações ligadas ao turismo”.

Busca de casa de câmbio em Londres

O aumento da libra esterlina também assustou alguns brasileiros, mas aqueles que tinham viagem marcada para o Reino Unido não se intimidaram com as altas cotações. Márcia Veiga, da agência Guia Tour Guides, baseada em Londres, trabalha principalmente com clientes vindos do Brasil. Ela não sentiu uma diminuição significativa do número de turistas no país. “As pessoas que estão vindo agora compraram as viagens e pacotes há algum tempo, então não valia a pena cancelar a viagem. Mas eu acredito que mais para frente, no final do ano, vamos sentir mais essa eventual diminuição de turistas”.

Mesmo assim, a guia tem notado uma certa preocupação entre seus clientes com a questão cambial. “Eles sempre perguntam onde vale a pena trocar o dinheiro. Querem saber se é mais interessante trocar no hotel em algum lugar que tenha uma cotação melhor, e isso é algo que não questionavam antigamente”, relata Márcia.

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