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Falta de moeda poderá levar Venezuela a limitar saques

Por RFI

A falta de notas de 50 e de 100 bolívares pode levar a Venezuela a impor um “corralito”, ou seja, aplicar uma medida que limite o saque diário de moeda nos bancos, já que há escassez de dinheiro no país. Um dos motivos é a alta inflação, que estaria em 200% ao ano. A população precisa cada vez de mais notas de dinheiro para comprar.

Elianah Jorge, correspondente da RFI Brasil em Carcas.

As notas de menor denominação não são suficientes para pagar inclusive os itens mais baratos. Por exemplo, uma caixa pequena de ovos custa 271 bolívares. Só para este produto, o consumidor tem que usar, pelo menos, cinco notas da moeda nacional. Outro fator é o contrabando de bolívar para a Colômbia. A diferença cambial entre a Colômbia e a Venezuela faz com que um considerável número de pessoas cruze diariamente do lado colombiano para o venezuelano para fazer compras.

Os estados venezuelanos de Táchira e de Zúlia, que ficam na fronteira, são os mais afetados. Há a necessidade de trocar pesos por bolívares, o que acabou criando um intenso mercado ilegal de mercadorias e também de câmbio de notas de alta denominação, o que agrava ainda mais a falta de bolívares. As longas filas, que antes surgiam diante de mercados e farmácias, agora também estão na frente de bancos e de caixas eletrônicos em todo o país.

O bolívar vale mais na Colômbia que na Venezuela. A nota de 100 bolívares, quando chega na Colômbia, passa a valer 150 bolívares, ou seja, o dinheiro venezuelano se revaloriza em território colombiano.

Limite de saque

O estatal Banco da Venezuela reduziu o limite de saque nos caixas eletrônicos de cinco para três mil bolívares por dia por pessoa. Já o Banco Central da Venezuela lançou há poucos dias uma licitação internacional para a compra de papel moeda para imprimir notas de 100 e de 50 bolívares, os de maior denominação no país.

No entanto, economistas garantem que é necessária a criação de uma nota de maior valor, superior até mesmo a 500 bolívares. Embora o BCV não divulgue as cifras da inflação, especialistas garantem que deve ser superior a 200% só neste ano. Porém, criar uma nota de maior valor seria o equivalente a atestar que a política econômica venezuelana fracassou.

A desvalorização do bolívar é tanta que esta semana tornou-se viral a foto de uma pessoas usando uma nota de dois bolívares para segurar um salgadinho, o que representa que o dinheiro vale menos que uma folha de guardanapo.

Endividamento

Os venezuelanos estão se endividando com os cartões de crédito. A situação é tão curiosa que até mesmo os economistas aconselham que a população compre produtos, independentemente se estão escassos ou não, como investimento. Por exemplo, um saco de café, que hoje custa cerca de 500 bolívares, amanhã pode custar 600 ou mais.

Então, os especialistas sugerem que as pessoas comprem e estoquem produtos, como forma de “investir” o dinheiro, que a cada dia perde valor. Esta medida gera um comportamento insano na economia: fomenta a escassez e o gasto acelerado da moeda. Só este ano, de acordo com a Superintendência de Bancos, houve um aumento significativo no uso do cartão de crédito.

Recentemente o BCV elevou os juros anuais do cartão de crédito para 29%. Se comparado com a taxa da inflação, de cerca de 200% ao ano, os juros creditícios são até amigáveis.

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