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Dez funcionários da Air France são identificados como agressores

Por RFI

Dez funcionários da Air France foram identificados como autores das agressões a dois diretores da companhia aérea nesta segunda-feira (5). De acordo com uma fonte próxima da investigação ouvida pela AFP, as vítimas e testemunhas estão sendo ouvidas. Mas a maior parte das "responsabilidades deve ser apurada graças às imagens fornecidas pela Air France e pelo aeroporto", além das cenas da confusão que a imprensa exibe sem parar.

Essas imagens mostram o chefe de recursos humanos Xavier Broseta e o diretor de RH para os voos de longa-distância, Pierre Plissonnier, fugindo de uma multidão e pulando uma cerca no aeroporto Roissy-Charles de Gaulle, com as roupas rasgadas. Sete pessoas ficaram feridas na confusão - cinco funcionários da Air France e dois vigias. No total, cerca de 20 pessoas teriam participado da confusão, entre elas, dois pilotos, acusados de usar seus crachás para liberar a entrada dos revoltosos, além de uma funcionária que teria desligado uma câmera de segurança na entrada da sala de reunião.

O que motivou a revolta foi a confirmação, pela direção da empresa, de um plano de reestruturação que prevê até 2.900 demissões no ano que vem. Mas de acordo com Miguel Fortea, secretário geral da central sindical CGT dentro da companhia aérea entrevistado pela RFI francesa, o pior ainda está por vir:

"Na terça-feira, a direção da Air France emitiu um comunicado para desmentir o número de 5 mil demissões. E 5 mil não é nem o número preciso, podem ser 5.140. Em seu comunicado para a imprensa, a Air France afirma que não há nenhum plano secreto de demissões para depois de 2017. Esses 2.900 postos devem ser suprimidos em 2016. Para 2017, a direção não informa nada. Ela só fala sobre depois de 2017. Então, acreditamos que os 5 mil postos devam ser retirados em 2017. São duas etapas de demissões: 2,9 mil em 2016 e 5 mil em 2017".

Ou seja, quase 8 mil funcionários da Air France podem perder seus empregos nos próximos dois anos, no quadro de uma estratégia da empresa para tentar tirar a companhia de uma espiral de perda de competitividade. Soma-se à retração da Air France no mercado internacional a deterioração entre a direção e a força de trabalho, cujo maior símbolo foi a pancadaria da segunda-feira. No ano passado, uma greve de pilotos, que exigiam um único contrato para os comandantes da holding e da subsidiária low cost Transavia, causou um rombo de meio bilhão de euros aos cofres da empresa.

Governo defende reformas na Air France

Para o primeiro ministro francês, Manuel Valls, que se posicionou a favor das reformas na companhia, os pilotos têm um papel importantíssimo a desempenhar no processo de reconstruturação da Air France:

"O desafio é a sobrevivência da Air France. E o Estado acionário, que detém 17% do capital, exerce plenamente seu papel ao apoiar a direção e a necessidade de reformas na Air France para evitar demissões e, sobretudo, perdas financeiras. Isso passa, primeiramente, por um esforço que os pilotos devem assumir. Sem o esforço dos pilotos, sem a lucidez dos pilotos, sem a responsabilidade que os pilotos devem assumir, não é possível ter boas reformas, porque serão os outros assalariados que pagarão pela falta de responsabilidade e comprometimento dos pilotos".

Em entrevista à rádio RTL, Valls também pediu severas punições contra os funcionários que agrediram a diretoria. A Air France já anunciou que algumas dessas pessoas podem, inclusive, ser demitidas. Mas, para diretores dos principais sindicatos, o que começa agora é uma "caça às bruxas": o secretário da CGT na reunião com a diretoria, Didier Fauverte, afirma que a diretoria pretende apontar o dedo às duas centrais que chamaram a greve para o dia da confusão. Nesta quinta-feira, acontece uma jornada de greve e manifestações em vários setores pela defesa do emprego e alta de salários. A CGT Air France confirmou sua adesão.

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