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Governo dinamarquês quer que mulheres tenham filhos mais cedo

O governo da Dinamarca e a prefeitura da capital do país, Copenhague, querem convencer as mulheres dinamarquesas a terem filhos antes dos 30 anos de idade. Através de campanhas de esclarecimento, as autoridades estão informando os jovens sobre a queda da fertilidade que pode acontecer com o avanço da idade. Por trás da iniciativa está a preocupação com o baixo crescimento populacional do país.

 Margareth Marmori, correspondente da RFI em Copenhague

Tanto a campanha da prefeitura de Copenhague quanto a lançada pelos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente chamam a atenção para pesquisas científicas que apontam a queda da fertilidade das mulheres com mais de 30 anos de idade.

Em média, as mulheres dinamarquesas têm seu primeiro filho aos 29 anos, mas, em Copenhague, elas esperam até os 31 anos de idade. As jovens universitárias residentes em Copenhague esperam ainda mais: em média, elas só se tornam mães quando estão perto dos 32 anos.

No caso da prefeitura de Copenhague, o governo quer convencer as estudantes a não esperar pelo primeiro emprego e a serem mães enquanto elas ainda estão na universidade.

A secretária de Saúde da prefeitura de Copenhague, Ninna Thomsen, acredita que uma mulher que decide ser mãe antes de terminar um curso universitário não corre o risco de ser obrigada a parar de estudar para cuidar dos filhos.

Em entrevista ao canal de televisão TV2, ela afirmou que é mais fácil conciliar a criação de filhos pequenos com um curso universitário do que com um emprego em tempo integral. Além disso, a Dinamarca conta com uma ampla rede de creches públicas e todas as crianças recebem auxílio financeiro do estado.

Segundo a secretária, a maternidade depois dos 30 anos é um dos fatores que explica porque um em cada dez nascimentos na Dinamarca só acontece depois que um dos pais recebe tratamento para infertilidade.

A secretária garante que a prefeitura não espera que todas as mulheres tenham seu primeiro filho aos 25 anos mas quer fornecer informações que ajudem as pessoas a tomar uma decisão mais consciente sobre o risco de esperar muito tempo para ter filhos. Uma pesquisa do Ministério da Saúde mostrou que a grande maioria dos jovens de 15 a 25 anos sente que não está bem informada sobre a redução da fertilidade com o avanço da idade.

Outros estudos do governo mostram que a maior parte dos dinamarqueses deseja ter dois ou três filhos, mas em muitos casos eles não conseguem realizar o sonho devido a problemas de infertilidade. No país, nasce apenas 1,7 criança para cada mulher. Essa média é bem abaixo do índice de 2,1 criança por mulher, que é o necessário para que a população não diminua.

Críticas nas mídias sociais

Nas mídias sociais e outros meios de comunicação, não só as mulheres como também muitos homens vêm criticando e até fazendo piada com as campanhas. Muitas mulheres protestaram contra o que consideram uma intromissão do governo na vida particular delas.

Um dos cartazes da campanha pergunta às mulheres se elas já contaram quantos óvulos elas têm. Em dinamarquês, uma mesma palavra é usada para designar ovo e óvulo. No Facebook, muitas pessoas responderam à pergunta de forma irônica dizendo que já haviam feito a conta e publicando fotografias de ovos de galinha.

Os críticos da campanha também alegam que ela é baseada em dados ultrapassados sobre a fertilidade da mulher. A campanha informa, por exemplo, que uma mulher de 25 anos de idade tem duas vezes mais chances de se tornar mãe do que uma mulher de 35 anos. Mas pesquisas científicas têm indicado que a queda na fertilidade talvez seja menor do que se acreditava anteriormente.

Uma pesquisa da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, por exemplo, mostrou que a fertilidade das mulheres de 35 a 40 anos é similar à de mulheres na faixa de 20 a 24 anos. A mesma pesquisa indicou que, na verdade, a faixa etária mais fértil seria dos 30 aos 34 anos de idade. 

 

 

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