rfi

Ouvindo
  • RFI Brasil
  • Último jornal
  • RFI em francês
Fato em Foco
rss itunes

FIAC: arte contemporânea vai de poucos milhares a milhões de euros

Por Lúcia Müzell

Você sempre quis saber quanto custa um Pablo Picasso, um Salvador Dalí ou um Andy Warhol? A resposta está na FIAC, a Feira Internacional de Arte Contemporânea, um dos maiores eventos mundiais para o mercado artístico, que abriu as portas nesta quinta-feira em Paris. Nos corredores do Grand Palais, artistas conceituados e jovens nomes estão lado a lado, em busca do olhar dos compradores.

São 3,4 mil artistas de 175 galerias francesas e estrangeiras. Na galeria Natalie Seroussi, estão à venda obras dos principais ídolos do século 20.

“A obra mais barata é o Raoul Ubac, a 20 mil euros, e a mais cara é um Soulages de 1966, que está por 1 milhão e 400 mil euros. Ou seja, tem bastante diferença”, explica Lisandre, um dos funcionários. “O preço depende da obra. As de arte contemporânea que estão na frente do stand são para grandes colecionadores, que procuram uma obra específica de um determinado artista, ou uma fotografia única que se encaixa na coleção dele.”

Os valores podem ser bem mais acessíveis – tudo depende do quanto o artista é conhecido. Neste ano, quatro galerias brasileiras marcam presença, como a Raquel Arnaud, de São Paulo – uma habituée da feira parisiense.

Espaço para a arte brasileira

“Os nossos preços, comparados com o mercado europeu e americano, são modestos. Temos trabalhos de 3 mil euros até 400 mil euros. De uns 10 anos para cá, existe um olhar mais específico para a produção artística brasileira”, explica a gerente Yannick Carvalho. “Há colecionadores estrangeiros interessados na arte contemporânea brasileira, que vêm e compram. Acho que é uma questão de uma maior convivência e uma troca mais frequente, para ir se consolidando.”

Carvalho observa que, em geral, os compradores da Fiac já são colecionadores e têm um olhar apurado para a arte. Ela destaca que o evento é uma excelente oportunidade para mostrar os artistas brasileiros.

“Fora o Jesús Soto e o Carlos Cruz-Díez, que são venezuelanos, e o Wolfram Ullrich, alemão, que nós representamos, todos os demais são brasileiros. Temos Arthur-Luiz Piza, Waltércio Caldas, Célia Euvaldo, Cassio Michalany, Julio Vilani, Geórgia Kyriakakis, Sérgio Camargo, Sérvulo Esmeraldo.

Em uma localização privilegiada da Fiac, a galerista Luisa Strina optou por trazer apenas um artista, o argentino Jorge Macchi. Instituições e museus europeus costumam ser bons clientes, segundo a paulista.

“A competição aqui é muito grande, porque nós somos estrangeiros e aqui a maioria dos compradores são franceses ou suíços. Os preços variam: tenho aquarelas de 9 mil dólares até um trabalho que está por 80 mil dólares, feito com uma régua e fios de seda”, afirma.

Visitantes “comuns”

Nem só de clientes é feita a Fiac: a feira também recebe milhares de visitantes apenas interessados em conhecer novos artistas. É o caso da parisiense Claire Morel. “Acho que a arte não tem preço, em todos os sentidos. Um trabalho que custa 20 euros pode ser magnífico, mas um artista que vende barato não atrai clientes. Acho que começa a contar a partir de 500 euros”, avalia.

Para brasileiros em Paris, violência urbana no Brasil ainda é pior que terrorismo

Pesquisa aponta que franceses aceitariam menos liberdade em troca de segurança

Nova regra francesa de doação de sangue impõe abstinência sexual para doadores gays

Campanha contra bullying prejudica imagem do professor, dizem sindicatos da França

Presença do Irã em negociações sobre a Síria é essencial para a paz

Motivo de polêmica no Enem, Simone de Beauvoir foi fundamental para o feminismo

Analista em Berlim diz que só "base recosturada" pode afastar impeachment de Dilma

Crise pode significar oportunidades para investidores estrangeiros no Brasil