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Fórum oferece estágios para bolsistas do Ciência sem Fronteiras na França

Por Augusto Pinheiro

Aconteceu nesta sexta-feira (23) em Paris, no belo edifício projetado por Oscar Niemeyer para o Partido Comunista Francês, o Segundo Fórum de Estágios do Ciência sem Fronteiras, programa de intercâmbio do governo brasileiro. O evento, destinado aos bolsistas, foi organizado pela embaixada do Brasil e pela agência Campus France, operadora única do Ciência sem Fronteiras na França.

O embaixador do Brasil na França, Paulo de Oliveira Campos, que abriu o evento com um discurso de boas-vindas aos estudantes, explica o objetivo do fórum. "A ideia é colocar os estudantes em contato com oportunidades de estágios nas empresas francesas que têm interesse no Brasil. Hoje nós conseguimos reunir mais de 400 empresas e 16 empresas. Essa possibilidade permite um amadurecimento profissional, o acesso a uma empresa, a coisas concretas do dia-a-dia, não apenas à teoria do conhecimento. E também abre eventualmente a possibilidade de continuar trabalhando na empresa."

Entre as empresas presentes estavam L'Oréal, Renault, Atos, Imerys, Saint-Gobain e Solvay. Béatrice Khaiat, diretora-geral da Campus France, ressaltou a importância dos estagiários brasileiros para as firmas francesas. "É importante, mesmo que o Brasil passe por dificuldades atualmente, nós sabemos que é um país continental, rico e cheio de futuro. É bom para as empresas francesas ter estagiários que podem vir a se tornar representantes ou futuros embaixadores no Brasil", disse.

Experiência positiva

O carioca Ricardo dos Santos Filgueiras, de 22 anos, que estuda gestão de produção na Universidade Jean Monet, explica o que busca no fórum. "Meu objetivo é conseguir um estágio em uma empresa francesa que também esteja presente no Brasil. E que seja algo na minha área para levar como experiência para lá", diz. Ele avalia como extremamente positiva a sua experiência como bolsista do programa Ciência sem Fronteiras na França. "Faz um mês e meio que estou aqui e vou ficar um ano. Estou achando incrível. Eu estudei em uma escola francesa no Brasil e sempre quis morar aqui. É um sonho!"

A mineira Débora Carvalho Costa, de 21 anos, que estuda engenharia civil em Le Havre, aposta em um estágio em uma empresa francesa para ganhar experiência. "Acredito que com um estágio vou agregar conhecimento e contribuir com meus conhecimentos. Acho que vou ser muito valorizada quando voltar para o Brasil."

Parceiro importante

Responsável de Recursos Humanos da empresa de informática Atos, Christel Pharaon conta que o estágio pode virar emprego. "O grupo Atos está presente no Brasil. Então para nós é importante encontrar estudante brasileiros para propor estágios para eles. O Brasil é um parceiro importante do grupo. Geralmente, quando o estágio dá certo, propomos um contrato de trabalho na França ou em uma de nossas filiais no mundo inteiro. Estamos presentes em 66 países."

Já Marie Claire Goudal, coordenadora da relação com universidades da montadora Renault, diz que a empresa busca diversidade e bons perfis. "Temos uma relação privilegiada com o Brasil porque temos uma fábrica em Curitiba. Além disso, queremos promover a diversidade na empresa. Em termos de perfil, são jovens que já são bilíngues ou trilíngues e que são dos campos que procuramos, primeiramente com estagiários e depois com possibilidade de contrato de trabalho. Temos muitos estudantes visitando o stand e vejo perfis muito bons de diversas áreas que são importantes para nós."

Durante o evento, os estudantes também puderam participar de workshops dedicados à redação de currículo e assistir a uma apresentação sobre a plataforma ALUMNI, destinada aos estudantes estrangeiros. A França é o quarto destino dos bolsistas do Ciência sem Fronteiras depois de Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.

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