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Segurança se tornou questão prioritária no turismo global

Por Leticia Constant

Nesta semana, países-membros, jornalistas e profissionais do setor se encontram na Tunísia, para discutir novas formas de abordar o turismo em tempos de crise. No centro dos debates, a segurança nos destinos turísticos, uma prioridade em todos os países do mundo, incluindo o Brasil.

Nos dias 12 e 13 de novembro a Tunísia acolhe a IV Conferência internacional sobre mídias e turismo, organizada pela Organização Mundial do Turismo, (OMT).

Entre os temas debatidos está uma questão relevante da atualidade: o papel das mídias especializadas em regiões atingidas pela violência. A própria Tunísia teve o seu turismo, que responde por 15,2% do Produto Interno Bruto, bastante afetado pelo terrorismo neste ano depois de dois ataques terroristas que causaram a morte de dezenas de turistas estrangeiros.

Sandra Carvão, diretora de Comunicação da Organização Mundial de Turismo, espera abordar com os participantes a difícil, mas necessária, questão da segurança que, para ela, é global. "Um dos temas da conferência é exatamente discutir como tratar com os meios de comunicação em momentos de crise. Antes de mais nada eu gostaria de dizer que a questão da segurança no turismo, hoje em dia, infelizmente é uma questão global. Não podemos mais associar um país A ou B à violência, é um desafio que todos temos que enfrentar e que só pode ser resolvido, ou melhorado, com a participação de todos os atores em nível global", diz a diretora, explicando que o trabalho que espera fazer é entender como o setor turístico pode trabalhar melhor com os meios de comunicação durante períodos de crise, aprender com as mídias a fazer uma comunicação que seja transparente, eficaz, pois todos têm o mesmo objetivo: que o setor não seja afetado pois, com ele, são afetados milhares de empregos também.

Brasil, destino em ascensão com real em baixa

Para Sandra Carvão, o turismo do Brasil vai bem e a imagem do país vai ser reforçada com a proximidade dos Jogos Olímpicos. "O Brasil é uma potência turística muito significativa na América Latina e em todo o mundo. Com os acontecimentos dos eventos esportivos a imagem vai ser reforçada, como aconteceu durante a Copa, o turismo doméstico já é fator de grande desenvolvimento e o internacional está crescendo de forma significativa", diz a diretora.

O impacto das flutuações da moeda repercute no turismo do Brasil e na Europa. "O que vemos é uma redistribuição da procura para destinos que tenham uma moeda mais fraca. Sobre o fato de haver destinos menos ou mais seguros, como eu já disse, hoje em dia, infelizmente, estamos a falar de um desafio que é global e que todos os países têm que levar em consideração. Mas é verdade que, em termos das moedas, temos visto que o dólar forte tem privilegiado destinos como o Brasil, que os americanos preferem também", conclui a especialista.

 

 

 

 

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