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França dará "resposta forte" aos atentados de Paris, afirma especialista

Por Adriana Moysés, Elcio Ramalho

A grande diferença entre os atentados ocorridos na noite de sexta-feira (13) em Paris e os ocorridos em janeiro, que tiveram início na redação do jornal satírico Charlie Hebdo, é que desta vez os terroristas escolheram alvos onde havia um grande número de pessoas - um estádio de futebol, uma casa de espetáculos, bares e restaurantes. Os terroristas agiram com determinação para matar o maior número possível de civis.

O professor de Ciências Políticas da Sorbonne Stéphane Monclaire lembra que em janeiro, o ataque executado sob as ordens do braço da Al Qaeda no Iêmen elegeu como símbolo a liberdade. Os irmãos Kouachi atingiram o jornal satírico Charlie Hebdo que fazia piadas com o profeta Maomé, mas também com Jesus Cristo, o papa, rabinos e representantes de outras religiões. Outro terrorista, Amédy Coulibaly, atacou um supermercado judaico, que representava a liberdade que os judeus têm de morar na França. Segundo Monclaire, desta vez o símbolo foi a "França".

A série de atentados começou no Stade de France, onde o presidente francês, François Hollande, assistia a um jogo de futebol. Os outros ataques aconteceram perto da redação de Charlie Hebdo e da praça da República, onde quase 4 milhões de pessoas se reuniram no dia 11 de janeiro para dizer que não se deixariam intimidar pela barbárie. "Os terroristas do grupo Estado Islâmico declararam guerra contra a França", diz Monclaire. "Eles voltaram ao mesmo lugar onde os outros terroristas atacaram em janeiro para reafirmar sua potência enquanto grupo terrorista", estima Monclaire. "É um recado forte e a este recado forte deve desencadear uma resposta ainda mais forte", diz o cientista político.

O presidente François Hollande e o primeiro-ministro Manuel Valls prometeram uma resposta implacável aos terroristas. Monclaire não descarta que a França recorra a seu arsenal nuclear. "Nós temos um arsenal muito forte. [...] A França tem o que se chama de bombas táticas, de alcance restrito. Até hoje, o país nunca utilizou esse recurso, mas essa opção existe", opinou Monclaire nos estúdios da RFI.

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