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"É fundamental cantar em Paris depois de atentados", diz Ed Motta

Por Leticia Constant

Na próxima sexta-feira (27) o cantor e compositor brasileiro Ed Motta se apresenta na capital francesa. Em entrevista exclusiva à RFI Brasil, ele comentou os atentados de Paris, falou sobre seu último álbum AOR e afirmou que os fãs brasileiros são bem-vindos aos seus shows no exterior.

Ed Motta está em turnê europeia divulgando o seu último álbum AOR (sigla de Album Oriented Rock - da década de 70, quando as rádios tocavam músicas mais longas e menos comerciais). Nesta semana ele toca no Teatro Bouffes du Nord, no âmbito da 3a edição do Festival Worldstock, dedicado às músicas do mundo.

O artista desembarca em uma Paris traumatizada pelos atentados de 13 de novembro. Sobre este drama, ele é solidário com os franceses e faz questão de se apresentar na cidade: "Acho justamente que pela situação de tristeza profunda senti necessidade de me apresentar em Paris, cidade que sempre acolheu minha música de uma forma incrível. A primeira vez na minha carreira que eu voltei ao palco quatro vezes, foi em Paris", conta Ed. "Estando perto, numa turnê, é absolutamente fundamental estar em Paris num momento desse", ele afirma.

Estilo AOR

Mesmo se desta vez Ed vai fazer um show intimista, com piano e voz, suas energias nesta temporada estão voltadas para o novo trabalho AOR. Brincalhão, ele diz que "depois de velho resolvi fazer o que os rapazes do Sepultura, que hoje já não tão rapazes assim (risos), faziam nos anos 90.  Nessa época eu morei em Nova York três anos, e perguntei por que não tinha feito isso ainda"...

Fãs brasileiros, welcome!

Ed Motta tem muitos fãs estrangeiros, que costumam lotar os teatros europeus onde se apresenta. Será que espera ver também muitos brasileiros nas plateias?

"A relação com os fãs está boa e ficaria muito honrado de ter brasileiros no show, sempre tem brasileiros...", diz Ed, admitindo que houve tensão depois das declarações que fez [no Facebook]. "As pessoas compreenderam completamente errado, foi distorcido, eu não falei do brasileiro em geral, mas de uma parcela de um público que não faz parte da minha audiência, e isso passou a ser o brasileiro em geral...".

Ed tem posições bem definidas sobre o seu idioma de comunicação quando canta fora no exterior: "Não falo em português em show na Europa".

 

 

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