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Turquia Curdos PKK Crime

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Advogado curdo, crítico ao governo de Erdogan, é assassinado na Turquia

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Curdos protestam contra assassinato do advogado e opositor Tahir Elci, neste sábado, 28 de novembro de 2015. Reuters/

Em Diyarbakir, no leste da Turquia, um célébre advogado curdo foi morto a balas neste sábado (28), durante uma coletiva de imprensa. Tahir Elci  foi morto na troca de tiros entre homens armados e policias. Respeitado e estimado, sua morte provocou uma forte comoção popular.


Presidente da Ordem dos Advogados de Diyarbakir, cidade cosmopolita de maioria curda, e personalidade importante da sociedade civil, Tahir Elci era um rival incômodo para o presidente turco Recep Tayyip Erdogan. Em uma recente entrevista a um canal de televisão, Elci afirmou que o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, o PKK, não podia ser considerado como uma organização terrorista.

Entrevistado pelo correspondente da RFI em 30 de outubro passado, ele estava aguardando o seu julgamento por apologia ao terrorismo. Na época, sua prisão em plena madrugada despertou grande polêmica no país. Foi a primeira vez que um presidente de uma Ordem de advogados foi detido como um simples ladrão. As acusações contra ele se revelaram injustas, pois durante muitos meses ele pediu ao PKK que abandonasse a luta armada, "único caminho possível para o processo de paz ser relançado", afirmou.

Testemunhas indicam que o advogado foi morto com um tiro na cabeça na tarde deste sábado (28), quando dava uma coletiva de imprensa no sul de Diyarbakir.

Houve uma troca de tiros entre policiais e homens armados, na qual um oficial foi morto e dois ficaram feridos.

Paz impossível

Para o governo da Turquia, uma negociação de paz com o PKK é impossível. As forças militares do país têm se dedicado mais a atacar os curdos do partido do que o grupo Estado Islâmico.