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Paris dos anos 20 é tema de livro de escritor brasileiro

Por Paloma Varón

O escritor Fabio Ribeiro lançou no ano passado o seu primeiro romance, "Um Dry Martini para Hemingway ", que se passa na Paris dos anos 20. Fabio está de volta a Paris, onde prepara o seu segundo romance, ainda com o título provisório de "Kiki de Montparnasse e o mistério da Rue Jacob".

"Pra mim aquele período foi o mais enigmatico da arte moderna. Marcou o início e a transformação da arte moderna. Os conhecidos ‘anos loucos ‘ congregaram, em Paris, diversos expatriados, artistas, que aqui se alimentavam de uma grande riqueza, uma grande efervescência cultural, são diversas historias de artistas plásticos, pintores escritores, muitos expatriados americanos e inclusive brasileiros, principalmente o pessoal da Semana de Arte Moderna de 1922 ", disse.

E por que a escolha de um romance em torno desta personagem? O escritor explica: "Kiki foi uma miustura de tudo. O nome original dela é Alice Prin, que nasceu na regiao de Côte d’Or, a região central da França. Veio muito cedo para Paris, pobre, com uma vida muito difícil. Aqui, ela foi amante de artistas, modelo de pintores, escritora, ela mesma se tornou pintora e foi a grande agitadora cultural da Montparnasse do anos 20 ".

"Ela levou o titulo de « ‘A Rainha de Montparnasse '", exalta.

Ribeiro conta que a ideia de escrever sobre ela surgiu durante as pesquisas para o seu primeiro romance, no qual Kiki era personagem. "Ela era a grande formentadora dos grandes artistas, ela trabalhou com Picasso, Man Ray, Soutine, Foujita. Kiki era a grande moderadora, era quem agitava a Montparnasse dos anos 20", conta.

Romance biográfico

"Quando fui pesquisar, a biografia dela é muito pouca. Entao decidi escrever sobre ela e contribuir para uma biografia mais completa dela", aponta.

O escritor conta que a rua Jacob é onde existia o famoso sarau literário da Natalie Barney, "o templo da amizade", onde os escritores se encontravam. "Pra mim, a Paris dos anos 20 ainda é muito viva", disse.

Sobre as suas atividades literárias, Ribeiro diz: "Eu sempre gostei de escrever. Este é o meu segundo romance e o meu quinto livro, pois os outros três são livros de outras áreas, como administraçao, inteligencia, política. A literatura se tornou para mim uma válvula de escape".

"Quando eu fiz colégio técnico, em Mecânica, em São Paulo, a disciplina mais gostosa era de Língua Portuguesa, e a professora coincidentemente se chamava Kiki. Ela me ajudou muito, me incentivou. E hoje a literatura está sendo este prazer. Eu concilio porque é algo que me dá muito prazer e tempo é uma questão de preferência", continua.

Ele esta tao ligado à area que deve começar em breve seu segundo doutorado ; desta vez em Literatura, na Sorbonne, onde o escritor ja participou da Primavera Literária.

O escritor conta ainda que o novo livro deve ser lançado em julho de 2018, no Brasil e em Paris, e que pretende traduzí-lo para o francês.

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