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Macron não consegue se livrar da imagem de "presidente dos ricos"

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Destaque para imprensa francesa desta sexta-feira (29), a popularidade de Emmanuel Macron está cada vez mais ameaçada. Fotomontagem RFI

Emmanuel Macron está sofrendo para conseguir manter uma imagem positiva de seu governo. No início desta semana quando esteve em Roma, o “presidente dos ricos”, como vem sendo chamado, chegou a levar um pequeno sermão do Papa Francisco: “não esqueça dos pobres Macron, a vocação dos governantes é de proteger os mais pobres, todos nós somos pobres”.


O jornal Libération, em seu editorial, lembra que o tempo da indulgência terminou. “Muitas coisas foram perdoadas a Macron, em virtude de sua falta de experiência, sua juventude, seu entusiasmo e sua fome de reformas”, afirma Laurent Joffrin, diretor da publicação. Para o jornalista, as últimas pesquisas de opinião mostram que Macron está perdendo popularidade entre os eleitores da esquerda. “O perfil direitista do presidente está cada vez mais claro”, completou.

Monarquia falida

O jornal Les Echos diz que o presidente está cada vez mais pressionado, principalmente na questão social. A publicação traz as reações de diversas personalidades políticas sobre o governo de Macron. “É uma visão da sociedade perigosa e ineficaz”, afirmou Jean Louis Borloo, ex-ministro das Cidades. “Parece que vivemos em uma monarquia falida que utiliza o pouco que tem para permitir àqueles que já correm rápido de correr ainda mais rápido”, completou. O ex-primeiro-ministro Dominique de Villepin também criticou um “projeto social com muitas lacunas”. Até mesmo ex-dirigentes de grandes empresas começaram a falar sobre o assunto. Louis Gallois, ex-presidente da Airbus, diz que “é preciso tomar cuidado para que a pobreza na França não cresça”.

 “Reformas passam, dúvidas ficam”, resume o jornal Le Monde. O presidente atingiu o pior nível de popularidade neste mês de junho, chegando a apenas 40% de satisfeitos. Os defensores de Macron dizem que ainda assim ele mantém melhores estatísticas que seus antecessores. No entanto o Le Monde lembra que Macron parece estar perdendo a imagem de presidente “diferente” dos outros.